Negócios

Apple fecha acordo de R$ 155 bi com Broadcom para produzir chips nos EUA

Contrato garante ao menos 15 bilhões de componentes FBAR até 2031 e prevê expansão de fábrica no Colorado
Acordo Apple Broadcom chips semicondutores: logo com circuitos iluminados e Colorado

A Apple firmou um contrato de fornecimento de longo prazo com a Broadcom avaliado em mais de US$ 30 bilhões — cerca de R$ 155,4 bilhões — com vigência até 2031, anunciaram as empresas nesta semana.

O acordo envolve a produção do filtro FBAR, chip de radiofrequência responsável por conectar dispositivos da Apple a redes sem fio. Ao menos 15 bilhões de unidades serão fabricadas nos Estados Unidos.

O contrato integra a estratégia da Apple de ampliar a compra de semicondutores produzidos em solo americano, em parceria com o governo do presidente Donald Trump.

Fábrica no Colorado e chip desenvolvido em parceria

Como parte do acordo, a Broadcom investirá US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,77 bilhões) na expansão de uma fábrica em Fort Collins, no Colorado, voltada para a produção dos chips contratados pela Apple.

O filtro FBAR — sigla para Film Bulk Acoustic Resonator — é um componente de radiofrequência desenvolvido em conjunto pelas duas empresas desde pelo menos 2023. Trata-se de uma tecnologia crítica para a conectividade sem fio nos dispositivos da fabricante.

O anúncio foi feito em duas etapas: na segunda-feira (6), a Broadcom comunicou o acordo de fornecimento de longo prazo. Dois dias depois, a Apple detalhou o objeto do contrato e a escala de produção prevista: ao menos 15 bilhões de chips fabricados em solo americano.

O acordo sinaliza uma virada estratégica da Apple em direção ao abastecimento doméstico de semicondutores, em meio às tensões geopolíticas que tornaram a dependência de fornecedores asiáticos um risco calculado para grandes empresas de tecnologia.

A companhia agradeceu publicamente ao presidente Donald Trump e ao seu governo pelo apoio ao projeto — declaração que revela o alinhamento da iniciativa com a política industrial americana de reshoring no setor de chips.

O movimento contrasta com o cenário que a própria Apple enfrentava recentemente: a crise global nos chips de memória havia levado o CEO Tim Cook a admitir que aumentos de preços seriam inevitáveis — contexto que ajuda a entender a urgência da empresa em garantir uma cadeia produtiva local e sob maior controle.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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