Política

Brasil entrega ‘mapa do caminho’ aos EUA com prazo de 15 dias para barrar tarifaço

Auxiliares de Lula admitem em reserva que não esperam reversão total das tarifas americanas sobre exportações
Lula e Trump em colagem editorial: tensa negociação sobre prazo tarifas EUA produtos brasileiros

O governo brasileiro tem até 15 de julho para convencer Washington a recuar de tarifas que podem chegar a 37,5% sobre exportações nacionais. A última cartada é um “mapa do caminho” entregue ao USTR na quinta-feira (2).

Equipes técnicas dos dois países se reúnem nesta semana para preparar um novo encontro de alto nível — última negociação antes do prazo final.

O ministro Márcio Elias apresentou o documento ao representante de Comércio americano, Jamieson Greer, em reunião virtual. A proposta recebeu aval de Lula no dia 24, durante o jogo da Seleção contra a Escócia na Copa do Mundo.

O que está em jogo nas negociações

As tarifas derivam de duas investigações americanas conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A primeira concluiu que práticas brasileiras são “irracionais” ou “restritivas” ao comércio americano, propondo tarifa adicional de 25%. A segunda apurou falhas na fiscalização de mercadorias produzidas com trabalho forçado, gerando sobretaxa de 12,5%. Cumulativas, chegam a 37,5%.

A Confederação Nacional da Indústria calculou que 31,6% das exportações brasileiras aos EUA passarão a enfrentar essa alíquota máxima — números que o governo leva como argumento central nas reuniões com o USTR.

Antes de entrar em vigor, as medidas passam por consulta pública. O governo americano realiza audiências nos dias 6 e 7 de julho. Já há sinalização de exceções para café, carne, frutas, aeronaves, fertilizantes e minerais críticos.

PIX e os pontos de atrito

O relatório americano cita PIX, regulação de plataformas digitais, acordos comerciais, combate ao desmatamento ilegal, etanol, propriedade intelectual e anticorrupção. O Brasil se mantém irredutível sobre o PIX, mas sinalizou abertura nas demais áreas.

Na quarta-feira (1º), o chanceler Mauro Vieira enviou ao USTR a resposta oficial brasileira, argumentando que as críticas ao PIX e a decisões da Justiça brasileira dizem respeito a políticas internas, não ao comércio.

Sob reserva, auxiliares do presidente Lula admitem não acreditar mais em reversão completa do tarifaço. A avaliação interna é que a decisão do USTR tem motivações políticas, não técnicas — o máximo esperado é alguma exceção ou redução parcial de taxa.

O governo, porém, seguirá negociando até o limite, como orienta Lula, apresentando dados do comércio bilateral e argumentos técnicos. Integrantes do Planalto afirmam que há uma “linha de diálogo” entre representantes dos dois presidentes, que deve ser mantida.

A aposta em uma virada diplomática já vinha de junho, quando o governo concluiu que o canal técnico estava esgotado e cogitou um encontro direto entre Lula e Trump no G7 — o “mapa do caminho” é a última cartada antes do prazo.

Enquanto o governo negocia pelo canal oficial, o senador Flávio Bolsonaro também atuou: entregou ao USTR carta própria com compromissos sobre o PIX e confirmou presença na audiência pública de 7 de julho, o mesmo evento que precede qualquer decisão final de Washington.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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