A partir desta quarta-feira (1º de julho), estrangeiros que solicitam os vistos B1 ou B2 para entrar nos Estados Unidos podem pagar US$ 750 extras para obter uma entrevista consular em até dez dias úteis.
A taxa foi criada pelo Departamento de Estado americano e entra em vigor hoje como parte de um projeto piloto de seis meses, com prazo até 31 de dezembro de 2026.
O valor de US$ 750 é cobrado além da taxa padrão de US$ 185, já exigida para qualquer solicitante dos vistos B1 e B2. Quem optar pelo serviço prioritário desembolsará ao menos US$ 935 apenas em taxas consulares.
Mesmo com o pagamento, o atendimento acelerado está disponível apenas em determinados postos consulares e não garante a concessão do documento. A aprovação continua sujeita à análise individual de cada caso pelo agente consular.
Por que a taxa foi criada
O próprio Departamento de Estado reconheceu que o tempo de espera por uma entrevista ultrapassa 12 meses em certas embaixadas e consulados ao redor do mundo, o que “dificulta a solicitação de vistos para viagens urgentes ou de última hora”. A nova cobrança surge como resposta a esse gargalo histórico no sistema consular americano.
Caso o programa seja tornado permanente, o departamento estima receber 25.705 solicitações por ano, gerando US$ 19,3 milhões em receita adicional aos cofres públicos.
Para especialistas, a medida chegou tarde demais. Alan Fyall, reitor associado da Faculdade de Administração Hoteleira Rosen da Universidade da Flórida Central, disse à revista Forbes que a taxa surgiu “muito tarde” para ajudar os torcedores estrangeiros que precisavam de visto para acompanhar a Copa do Mundo nos EUA.
A nova taxa chega num momento em que os EUA já vinham endurecendo as regras do visto B-2 durante a Copa: semanas antes, o governo americano alertou que influenciadores estrangeiros que monetizassem conteúdo com o mesmo tipo de visto poderiam ser deportados. Entenda como o governo Trump passou a restringir o visto de turista para criadores de conteúdo durante o torneio.
