Trabalhadores que têm dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep têm até hoje, terça-feira (30), para solicitar o segundo lote de ressarcimento do ano. Quem fizer o pedido dentro do prazo receberá o pagamento no dia 27 de julho.
O saldo médio disponível é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o montante varia conforme o tempo de trabalho e o salário recebido na época. Todos os valores estão corrigidos pela inflação.
O pedido pode ser feito pelo aplicativo do FGTS ou em agências da Caixa Econômica Federal. Para consultar se há saldo a receber, o trabalhador acessa a plataforma Repis Cidadão — com conta gov.br nos níveis prata ou ouro — ou o próprio app do FGTS.
Como solicitar o ressarcimento
Pelo aplicativo do FGTS, o trabalhador deve acessar a opção ‘mais’, depois ‘ressarcimento PIS/Pasep’, e seguir as instruções para anexar os documentos. Para quem solicita por conta própria, basta um documento de identidade oficial.
No caso de herdeiros de beneficiários falecidos, será necessário apresentar documentação adicional. A plataforma Repis Cidadão também oferece orientações específicas para esse procedimento.
Após a solicitação, a Caixa Econômica Federal analisa o pedido e repassa as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento é realizado diretamente na conta bancária do beneficiário na Caixa ou por meio de conta poupança social digital.
Calendário com mais datas ao longo de 2026
Além do segundo lote, cujo prazo encerra hoje, o governo já publicou um calendário com outras janelas de solicitação e pagamento ao longo do ano, com datas escalonadas estabelecidas pela Caixa Econômica Federal.
Quem não solicitar o ressarcimento até setembro de 2028 perde definitivamente o direito ao valor. Após esse prazo, as quantias serão incorporadas ao Tesouro Nacional, sem qualquer possibilidade de saque.
A trajetória do fundo PIS/Pasep
O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para estimular a poupança de trabalhadores do setor privado. Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) foi lançado com o mesmo objetivo, voltado a servidores públicos civis e militares.
Em 1975, os recursos dos dois programas foram unificados no Fundo PIS-Pasep, que encerrou as atividades em 1988 ao ser substituído pelo abono salarial — benefício pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada que atendam aos critérios do programa, no valor de até um salário mínimo.
Em 2020, as cotas não sacadas foram transferidas para o FGTS e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. A partir daí, a Caixa abriu o processo de ressarcimento para que trabalhadores resgatem os valores que ainda lhes pertencem.
Vale lembrar: o NIS (Número de Identificação Social) e o PIS compartilham a mesma numeração, mas têm origens distintas. O PIS é gerado no primeiro registro em carteira de trabalho, enquanto o NIS é criado ao acessar programas sociais como o Bolsa Família.
