Saúde

UNODC registra 755 novas drogas e alerta para crise sintética global

Relatório 2026 aponta 331 milhões de usuários e explosão de substâncias criadas para burlar fiscalização
Emblema da ONU representando a resposta global ao crescimento sem precedentes de drogas sintéticas

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) divulgou nesta sexta-feira (26) seu Relatório Mundial sobre Drogas 2026 com um alerta inédito: o mercado global registrou 755 novas substâncias psicoativas em 2024.

Desse total, 118 foram identificadas pela primeira vez — reflexo de laboratórios que fabricam compostos sintéticos continuamente para escapar das regulamentações.

O número de usuários também cresceu: 331 milhões de pessoas consumiram alguma substância psicoativa em 2024, o equivalente a 6,2% da população mundial entre 15 e 64 anos — um salto frente aos 5,2% de 2014.

Sintéticos avançam onde a heroína recuou

A proibição do cultivo de papoula imposta pelo regime talibã no Afeganistão em 2022 abalou o mercado global de ópio e heroína — e abriu espaço para uma expansão acelerada dos opioides sintéticos. Fentanil, nitazenos e orfinas tornaram-se alternativas buscadas pelos traficantes para suprir a lacuna deixada pela queda da produção afegã.

“O abandono dos opioides de origem vegetal em favor dos sintéticos pode provocar uma mudança permanente no mercado mundial de opioides, com repercussões na forma como estas drogas são consumidas e nos danos que provocam”, alertou a UNODC.

A diretora do órgão, Mónica Juma, foi direta: “Observamos um aumento sem precedentes de novos tipos de drogas no mercado e, o que é preocupante, algumas são mais potentes ou perigosas do que antes”.

O relatório também registra novos mercados para a metanfetamina — produzida principalmente em Mianmar, mas com expansão para América do Norte, oeste e sul da África e sudoeste da Ásia. A diversificação geográfica da produção dificulta os esforços de controle internacional.

As apreensões de 2024 revelaram cinco vezes mais tipos de drogas do que antes do ano 2000, evidenciando a velocidade com que novos compostos chegam às ruas.

Maconha e cocaína também batem recordes

Mesmo com o avanço dos sintéticos, as drogas tradicionais não perderam espaço. A maconha continuou sendo a substância mais consumida no mundo em 2024, com quase 5% da população global entre 15 e 64 anos como usuária — um crescimento de 40% no número de consumidores entre 2014 e 2024, impulsionado em parte por ondas de legalização e descriminalização ao redor do mundo.

A cocaína registrou expansão ainda mais expressiva: a produção global mais do que quadruplicou na última década. O tráfico ampliou o abastecimento tanto em mercados consolidados — Europa, Américas e Oceania — como em novos destinos na África e na Ásia. O mesmo relatório da ONU detalha como o mercado de crack avança entre populações vulneráveis, ilustrando a profundidade da crise global mapeada pelo UNODC.

A maconha lidera, seguida por opioides, anfetaminas, cocaína e ecstasy no ranking das substâncias mais consumidas em 2024 — um panorama que o órgão classifica como estruturalmente preocupante, dado o potencial de agravamento dos danos à saúde pública nas próximas décadas.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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