O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta sexta-feira (12), no Palácio do Planalto, uma linha de crédito especial para entregadores de aplicativos financiarem motos ou bicicletas elétricas.
O objetivo declarado do governo é promover a descarbonização e renovar a frota de veículos de duas rodas que circulam nas cidades brasileiras.
As inscrições já podem ser feitas por um portal digital oficial, mas os financiamentos só serão liberados a partir de 13 de julho.
Quem pode participar
Têm direito ao crédito motociclistas e ciclistas que prestam serviços de transporte urbano — seja de passageiros ou de carga — por aplicativos. Motoristas com carteira assinada (celetistas) também estão incluídos no programa.
Para validar a elegibilidade, os profissionais precisam comprovar requisitos mínimos de atuação na plataforma. O processo ocorre pelo portal digital oficial, onde o usuário autoriza o compartilhamento de dados com instituições como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Cada profissional poderá financiar apenas um veículo pelo programa.
Condições do financiamento
O prazo de pagamento é de 48 meses, com carência de dois meses antes do vencimento da primeira parcela. Como referência, o governo apresentou uma simulação com R$ 21 mil financiados, resultando em parcela de R$ 552 por mês.
Os recursos vêm do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS). Para reduzir o risco do crédito, o Fundo de Garantia de Operações (FGO) entra com cobertura de 50% da carteira e 100% de cada operação individualmente.
Além da linha voltada aos trabalhadores, o governo federal anunciou um financiamento paralelo para empresas interessadas em expandir a infraestrutura de troca de bateria e recarga para motos elétricas. Essa linha tem taxa de 12,5% ao ano, prazo de 48 meses, carência de dois meses e limite total de R$ 70 milhões.
A iniciativa se soma ao Move Aplicativos, lançado em maio com R$ 30 bilhões para motoristas de app financiarem carros — desta vez, o foco muda para entregadores e veículos elétricos de duas rodas. O conjunto das medidas aponta para uma estratégia mais ampla do Planalto de estruturar crédito subsidiado para trabalhadores de plataformas digitais.
O anúncio ocorre em meio ao debate sobre a regulamentação do trabalho por aplicativo no Brasil, setor que emprega milhões de pessoas em regime considerado informal. A inclusão de motoristas celetistas entre os beneficiários sinaliza o interesse do governo em estimular a formalização do setor.
