Economia

Petróleo supera US$ 105 com impasse entre EUA e Irã sem acordo à vista

Estreito de Ormuz segue em alerta enquanto republicanos adiam votação que poderia conter campanha militar de Trump
Mapa do Estreito de Ormuz com barris de petróleo e bandeira do Irã refletindo o petróleo brent alta impasse Irã

O petróleo Brent avançava 2,8%, a US$ 105,48 por barril, nesta sexta-feira (22), com a ausência de avanços nas negociações entre Washington e Teerã para encerrar a guerra envolvendo o Irã.

O WTI, referência americana, subia 2,3%, para US$ 98,58 por barril. Antes do início do conflito, em fevereiro, o Brent era negociado perto de US$ 70.

O Estreito de Ormuz permanece como o principal foco de tensão que mantém os investidores em alerta global.

Estrategistas de commodities do banco ING, Warren Patterson e Ewa Manthey, apontam que o mercado acompanha de perto o ritmo das conversas entre as duas potências — sem sinais concretos de desbloqueio.

No Congresso americano, o cenário político adicionou uma camada extra de incerteza. Parlamentares republicanos decidiram adiar para junho a votação de uma resolução apresentada por democratas que poderia pressionar o presidente Donald Trump a retirar os EUA do conflito.

A liderança republicana avaliou que não teria votos suficientes para barrar a medida e suspendeu a pauta — deixando Trump, por ora, sem constrangimento legislativo para continuar a campanha militar.

O padrão de impasse não é novo: há dez dias, Trump já havia rejeitado a proposta iraniana e empurrado o Brent a US$ 104 no mercado asiático — o mesmo ciclo de ruptura diplomática que mantém os preços elevados nesta sexta.

Bolsas globais sobem apesar das tensões

Mesmo com a pressão no mercado de petróleo, as principais bolsas do mundo operavam em alta. Na Europa, o FTSE 100 (Reino Unido) avançava 0,4%, o CAC 40 (França) 0,5% e o DAX (Alemanha) 0,7%.

O destaque veio da Ásia. O índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, saltou 2,7% e fechou em nível recorde, favorecido pela desaceleração da inflação japonesa: em abril, o índice ficou em 1,4%, o menor em quatro anos — mesmo com a alta nos custos de energia decorrente da guerra. Hong Kong e Xangai avançaram 0,9% cada; Coreia do Sul e Austrália, 0,4%.

Em Wall Street, os futuros do S&P 500 e do Dow Jones subiam mais de 0,3% por volta das 8h45 (horário de Brasília). Na véspera, o Dow Jones fechou em alta de 0,6%, o S&P 500 com 0,2% e o Nasdaq com 0,1%.

Nvidia recua apesar de resultados recordes em IA

As ações da Nvidia recuaram 1,8% mesmo após resultados trimestrais acima do esperado, impulsionados pela demanda por inteligência artificial. Companhias aéreas como Southwest Airlines e American Airlines subiram, aproveitando um breve alívio nos preços antes da nova rodada de alta desta sexta.

Nem o encontro entre Trump e Xi Jinping na semana passada foi suficiente para acalmar os mercados: o Brent chegou a US$ 109,64 e o Estreito de Ormuz permaneceu como risco central para os investidores. Na segunda-feira, o Brent chegou a ultrapassar US$ 111 depois que Trump ameaçou o Irã nas redes sociais — o pico recente que explica por que o mercado segue operando sob pressão mesmo com cotações levemente abaixo do topo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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