Economia

Dólar sobe com tensão EUA-Irã e posse de novo chefe do Fed

Estreito de Ormuz concentra atenção do mercado enquanto petróleo volta a subir sem sinal de acordo
Dólar alta tensão EUA Irã: Mapa do Estreito de Ormuz com Donald Trump e barris de petróleo

O dólar abriu em alta nesta sexta-feira (22), cotado a R$ 5,0171, com valorização de 0,33% puxada pelo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Sem sinal de acordo entre Washington e Teerã, os preços do petróleo voltaram a subir pela manhã, mantendo o mercado em alerta — com foco especial no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity.

Nos EUA, Kevin Warsh assume nesta sexta a presidência do Federal Reserve, substituindo Jerome Powell num momento de atenção máxima sobre os rumos da política monetária americana.

Emirados veem 50% de chance de acordo — mas alertam para risco de impasse

Um conselheiro dos Emirados Árabes Unidos avaliou que ainda existe “50% de chance” de os EUA e o Irã chegarem a um entendimento, mas alertou que o maior risco é Teerã endurecer suas condições e perder a janela de negociação — algo que, segundo ele, já ocorreu em momentos anteriores.

O conselheiro também defendeu que a região precisa de uma solução política estrutural, não de um cessar-fogo temporário. Na sua avaliação, acordos parciais podem não encerrar o conflito de forma definitiva e até abrir espaço para novos enfrentamentos.

Nesta manhã, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica iraniana informou que 35 navios — incluindo petroleiros, porta-contêineres e embarcações comerciais — atravessaram o Estreito de Ormuz com autorização do Irã nas últimas 24 horas, de acordo com a mídia estatal.

Congresso americano adia votação e prolonga incerteza

No plano político dos EUA, parlamentares republicanos adiaram para junho a votação de propostas que poderiam pressionar Donald Trump a retirar o país do conflito — sinal de que uma saída americana ainda está longe de se concretizar.

No Brasil, o mercado acompanha a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas do governo federal e os dados de atividade industrial de março da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O impasse é crônico: dias atrás o Irã apresentou nova proposta para liberar o Estreito de Ormuz com condições que os EUA disseram avaliar sem abrir mão de suas próprias exigências, aprofundando um conflito diplomático que já dura semanas.

A troca de comando no Federal Reserve acrescenta uma variável relevante ao cenário. Kevin Warsh assume a presidência do banco central americano num momento em que o mercado monitora de perto qualquer sinalização sobre o ritmo dos juros nos EUA — fator que afeta diretamente o câmbio e o fluxo de capital para países emergentes como o Brasil.

Warsh chega ao cargo substituindo Jerome Powell em meio a um período de elevada volatilidade nos mercados globais, marcado pela combinação de tensões geopolíticas e incerteza sobre a política fiscal americana.

A pressão sobre o petróleo também tem potencial de repercutir domesticamente. No início de maio, quando relatos de ataque a uma embarcação americana no Estreito de Ormuz empurraram o Brent acima de US$ 111, o governo brasileiro montou um pacote emergencial de R$ 4 bilhões para conter os preços dos combustíveis — e uma nova escalada poderia recolocar esse debate na agenda econômica do país.

O Ibovespa iniciou operações nesta manhã com o mercado acompanhando tanto os desdobramentos no Oriente Médio quanto os indicadores domésticos do dia.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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