Economia

Dólar cede 0,17% com ata do Fed e escândalo Vorcaro no foco do mercado

Confissão de Flávio Bolsonaro sobre encontro com banqueiro preso muda expectativas eleitorais e pressiona câmbio
Confissão de Flávio Bolsonaro sobre escândalo Vorcaro pressiona câmbio com dólar em queda pela ata Fed

O dólar abriu em queda nesta quarta-feira (20), recuando 0,17% a R$ 5,0317 às 9h. Investidores equilibram três vetores de risco simultâneos: a ata do Federal Reserve, as tensões no Oriente Médio e o escândalo político envolvendo Flávio Bolsonaro e o Banco Master.

No cenário doméstico, a admissão de Flávio de que se reuniu com Daniel Vorcaro após a prisão do banqueiro reacendeu incertezas sobre a disputa presidencial de 2026 e seus reflexos nas contas públicas e no câmbio.

Flávio e Vorcaro: admissão muda o jogo eleitoral

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou na terça-feira (19) que se encontrou com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025.

O objetivo declarado foi “botar um ponto final” no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo”, disse o senador.

A revelação contrariou versões anteriores do próprio Flávio, que vinha negando envolvimento nas tratativas — ao mesmo tempo em que defendia publicamente a criação de uma CPMI para investigar o Banco Master.

A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro financiaram despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA, com o filme podendo ter servido como justificativa formal para as transferências.

A produtora GOUP Entertainment negou ter recebido dinheiro de Vorcaro ou de empresas sob seu controle societário.

Foi na última quinta-feira que o escândalo estreou nos mercados, com o dólar rompendo R$ 5 após áudios ligando o senador ao banqueiro — pressão que segue sem dissipar. Relembre a reação inicial dos mercados ao escândalo Flávio-Vorcaro.

Ata do Fed e conflito no Oriente Médio definem o tom externo

Os investidores aguardam a ata da reunião do Fed de 28 e 29 de abril — encontro que ocorreu quando os mercados já operavam sob a tensão das ameaças de Trump ao Irã. Veja o contexto que cercou a reunião do Fed e a decisão do Copom.

Donald Trump afirmou que suspendeu um novo ataque ao Irã a pedido de aliados — Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes. Os militares americanos permanecem em prontidão, e Teerã declarou “alerta máximo”.

O impasse central envolve o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz, rota por onde passa grande parte do petróleo mundial — mantendo a ameaça inflacionária como variável crítica para os bancos centrais globais e para o ritmo de corte de juros.

BC descarta risco sistêmico do Master; Wall Street cede terreno

Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que a liquidação do Banco Master não representa risco sistêmico, por se tratar de uma instituição de pequeno porte. Reconheceu, porém, que o caso chama atenção pelo uso dos recursos da instituição, alvo de investigações sobre operações suspeitas.

Na segunda-feira, o câmbio já estava pressionado pela combinação de petróleo em alta e pelas investigações da PF sobre os recursos ligados ao Banco Master — contexto que seguiu ditando o tom nesta quarta. Veja o que pressionou o câmbio na abertura desta semana.

Galípolo defendeu ainda autonomia orçamentária para o BC e um regime específico de resolução bancária. Sobre o Pix, disse que o sistema não compete com cartões de crédito — ao contrário, impulsionou a bancarização e ampliou o uso de cartões simultaneamente.

Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda na terça: Dow Jones cedeu 0,65%, S&P 500 perdeu 0,67% e Nasdaq recuou 0,84%, pressionados pela queda de ações de tecnologia e pela alta dos juros dos títulos americanos.

O mercado aguarda ainda os resultados trimestrais da Nvidia, maior empresa do mundo por valor de mercado, previstos para após o fechamento desta quarta. Na Europa, o Stoxx 600 subiu 0,2%. Na Ásia, China e Hong Kong avançaram em papéis de tecnologia e semicondutores, enquanto o Nikkei japonês recuou 0,44%.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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