Saúde

Anvisa interdita lote de repelente por falha no ingrediente contra dengue

Laudo do Instituto Adolfo Lutz identificou desconformidade no IR3535, composto que protege contra mosquitos da dengue, zika e chikungunya
Vigilância sanitária: Anvisa interdita repelente Repele Mavaro por falha

A Anvisa interditou o lote 61/411 do repelente Repele Mavaro após teste laboratorial apontar resultado insatisfatório no IR3535, ingrediente ativo que afasta insetos. A medida foi publicada nesta quarta-feira (20) no Diário Oficial da União.

O produto está proibido de ser comercializado, distribuído ou utilizado enquanto durar a investigação.

O IR3535 é um ingrediente ativo presente em repelentes com a função de afastar mosquitos e outros insetos. Uma falha na concentração ou na eficácia desse composto pode significar que o produto não entrega a proteção prometida ao consumidor — inclusive contra mosquitos transmissores de dengue, zika e chikungunya.

O laudo que embasou a interdição foi emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência do estado de São Paulo. A Anvisa não detalhou se a irregularidade está relacionada à concentração do IR3535 ou à eficácia geral do produto, mas classificou o resultado do ensaio como “insatisfatório”.

A medida adotada é chamada de “interdição cautelar” — mecanismo preventivo que impede a circulação do lote enquanto as investigações estão em andamento. A fabricante é a Mavaro Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda.

O episódio não é isolado: menos de um mês antes, a Anvisa já havia suspendido repelentes da Henlau Química por uso de fórmulas distintas das autorizadas, com risco equivalente de proteção insuficiente contra dengue, zika e chikungunya.

Para consumidores que têm o produto em casa, a interdição cautelar proíbe expressamente sua utilização — o que na prática significa retirada de uso imediato do lote.

A Mavaro Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda. não se pronunciou até o fechamento desta reportagem.