Economia

China renova licenças de carne bovina dos EUA após cúpula Trump-Xi

Mais de 400 frigoríficos americanos, incluindo unidades da Cargill e da Tyson, voltam a ter autorização para exportar ao mercado chinês
Trump e Xi em negociações para renovação de licenças de carne bovina

A China renovou mais de 400 licenças de frigoríficos americanos para exportação de carne bovina nesta sexta-feira (15), segundo dados do sistema da alfândega chinesa divulgados pela Reuters.

A decisão foi anunciada horas após o encerramento da cúpula entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim.

As unidades afetadas representavam cerca de 65% das plantas registradas para exportar ao mercado chinês. Cargill e Tyson Foods estão entre as empresas beneficiadas.

Na quinta-feira (14), centenas de frigoríficos americanos haviam perdido autorização para exportar carne bovina à China porque as licenças expiraram sem renovação automática. Na véspera, a China havia anunciado e depois revertido a renovação das mesmas licenças no mesmo dia — numa jogada que analistas interpretaram como pressão deliberada nas negociações bilaterais.

O episódio criou incerteza no mercado: antes do início das reuniões, o status das licenças chegou a aparecer como “ativo” no sistema da alfândega chinesa, mas depois voltou a “expirado” sem qualquer explicação oficial de Pequim.

Pressão americana e crise no rebanho

A Casa Branca havia colocado o tema na pauta das negociações com a China. A pressão americana pelo assunto vinha de um cenário crítico no mercado interno: dias antes da cúpula, Trump havia assinado decretos para ampliar importações de carne bovina nos EUA, onde o rebanho bovino atingiu o menor nível em 75 anos.

A Federação de Exportadores de Carne dos EUA confirmou que os registros vencidos estavam aparecendo como renovados no sistema chinês, e que outros frigoríficos americanos também constavam como registrados. A entidade afirmou estar buscando mais detalhes sobre o alcance da medida.

As exportações de carne bovina dos EUA para a China acumulam queda desde o agravamento da guerra comercial entre os dois países. De US$ 1,7 bilhão em 2022, o valor recuou para cerca de US$ 500 milhões no ano passado.

A concessão sobre as licenças veio num contexto de cúpula marcada por temas muito mais espinhosos: Taiwan, armas nucleares e inteligência artificial dominaram a pauta dos dois dias de reuniões em Pequim.

O encontro terminou com cerimônias, elogios públicos e promessas de cooperação, mas sem avanços concretos em pontos sensíveis. Xi defendeu uma relação mais próxima e afirmou que os dois países devem atuar como “parceiros, não rivais”. Trump disse acreditar em um “futuro fantástico” para a relação bilateral.

O principal impasse — Taiwan — permanece sem solução. Xi alertou que o tema pode levar a um conflito se não for tratado com cuidado, enquanto os EUA seguem apoiando a autonomia da ilha e fornecendo armas a Taipé.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Balança comercial sobe 66% e fecha junho com superávit de US$ 9,8 bilhões

AGU notifica Google para remover tutoriais de apostas ilegais do YouTube

Durigan defende PIX e pede ‘racionalidade’ aos EUA ante tarifa de 25%

Alckmin cita superávit americano para negar lógica das tarifas de 25% sobre o Brasil