Saúde

Tedros descarta paralelo entre hantavírus no cruzeiro e início da pandemia

Diretor-geral da OMS rejeita comparação com a covid e afirma que risco global permanece baixo
Navio de cruzeiro em Cabo Verde: OMS descarta comparação entre hantavírus e COVID

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta quarta-feira (6) que o surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius não deve ser comparado ao início da pandemia de covid-19.

Em declaração à agência France Press, na sede da organização em Genebra, Tedros disse que o risco para o restante do mundo é baixo e que, por ora, não há necessidade de convocar o comitê de emergência da OMS.

MV Hondius ancorado em Cabo Verde após três mortes

O alerta internacional em torno do MV Hondius começou no último sábado (2), quando a OMS foi comunicada da morte de três passageiros suspeitos de hantavírus. O navio, de bandeira holandesa, havia partido de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril para uma viagem pelo Oceano Atlântico.

Desde domingo, a embarcação permanece ancorada na costa de Cabo Verde, enquanto autoridades sanitárias monitoram a situação.

A cepa confirmada em três casos é a cepa dos Andes, uma variante do hantavírus especialmente preocupante por admitir transmissão direta entre humanos — ao contrário das demais cepas, que se propagam por roedores infectados, por meio de urina, fezes ou saliva.

A suspeita de transmissão direta entre passageiros — razão central para as comparações com a covid-19 — havia sido levantada pela própria OMS na véspera, quando identificou a cepa dos Andes como possível responsável pelo contágio a bordo. Leia mais sobre a suspeita de transmissão entre passageiros no cruzeiro.

Surto avança além dos limites do navio

A preocupação com a dimensão do surto cresceu ainda mais com a confirmação de casos em pessoas que jamais haviam pisado no MV Hondius, com investigações abertas na França, Holanda e Singapura. O hantavírus ultrapassa o cruzeiro e atinge pacientes sem histórico a bordo.

O alerta internacional teve início no fim de semana, quando a OMS foi informada das três mortes e fez sua primeira avaliação de risco — classificada como baixa desde o princípio. Saiba como a OMS avaliou o risco após as três mortes no cruzeiro.

Tedros afirmou que houve reuniões para coordenar parceiros e organizar uma resposta, mas reiterou que, no estágio atual, o acionamento do comitê de emergência não está nos planos da organização.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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