O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou nesta quarta-feira (6) para os Estados Unidos com uma comitiva de cinco ministros e o diretor-geral da Polícia Federal.
O destino é Washington, onde Lula se reunirá com Donald Trump. O encontro foi classificado pela Casa Branca como reunião de trabalho — sem o status de visita de Estado.
A agenda bilateral inclui comércio, terras raras, combate ao crime organizado, conflitos internacionais, a investigação americana sobre o PIX e o cenário eleitoral brasileiro.
Comitiva montada ponto a ponto para a pauta
A composição da delegação brasileira seguiu a lógica da agenda negociada com Washington. Cada um dos cinco ministros e o diretor da Polícia Federal foram selecionados para cobrir temas específicos que estarão sobre a mesa durante as reuniões.
Os assuntos mapeados incluem comércio exterior, minerais estratégicos, combate ao crime organizado, tensões em conflitos internacionais, a investigação americana sobre o PIX e o quadro eleitoral do Brasil.
Completam a delegação integrantes das equipes econômica e diplomática e auxiliares diretos do Palácio do Planalto, responsáveis pelo suporte técnico nos encontros.
A Casa Branca definiu o formato como reunião de trabalho, o que moldou o perfil técnico da comitiva. Entre os temas sensíveis, está a pressão americana para que o Brasil classifique o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Da crise diplomática ao terceiro encontro bilateral
A viagem vinha sendo articulada desde março, mas acabou adiada em razão da escalada do conflito no Oriente Médio e do envolvimento direto dos Estados Unidos na guerra.
A presença do diretor-geral da PF na delegação tem raiz na crise diplomática que precedeu o embarque: a prisão do deputado Alexandre Ramagem pelo ICE americano e a expulsão cruzada de policiais dos dois países deixaram um impasse sem solução definida quando a comitiva partiu.
O encontro em Washington é o terceiro contato pessoal entre Lula e Trump desde que o presidente brasileiro assumiu o mandato. O primeiro aconteceu em 2025, na Malásia, durante uma Cúpula da ASEAN. O segundo foi durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
