A Americanas registrou prejuízo líquido de R$ 329 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma redução de 33,7% frente às perdas de R$ 496 milhões no mesmo período do ano anterior.
Os números, divulgados na quarta-feira (13), mostram também resultado operacional positivo: o Ebitda ajustado ficou em R$ 15 milhões, ante saldo negativo de R$ 26 milhões no primeiro trimestre de 2025.
A varejista segue em processo de recuperação judicial e espera concluir o processo nos próximos meses.
A receita líquida cresceu 20,2% no trimestre, atingindo R$ 3,08 bilhões. As vendas nas mesmas lojas (SSS) avançaram 22%, impulsionadas por eventos sazonais: a Páscoa registrou alta de 8,8% sobre 2025, enquanto as campanhas de Volta às Aulas e Eletro da Semana contribuíram para o aquecimento das vendas.
Atualmente, a Americanas opera 1.148 lojas e conta com aproximadamente 40 milhões de clientes ativos. A plataforma contabiliza em média 92 milhões de visitas mensais, somando lojas físicas, site e aplicativo.
O presidente da companhia afirmou que maio segue com crescimento forte, sinalizando continuidade da recuperação no segundo trimestre.
Desinvestimentos avançam enquanto recuperação judicial se aproxima do fim
A estratégia de venda de ativos ganhou concretude nesta quarta. A Americanas anunciou a transferência de 10 lojas deficitárias da rede Hortifruti Natural da Terra ao Oba Hortifruti, por R$ 69,3 milhões. As unidades ficam no Estado de São Paulo.
O processo de venda da rede de hortifrutis como um todo segue em andamento, mas sem evoluções concretas. Os executivos afirmam que a empresa busca o melhor cenário para o ativo.
No front imobiliário, a Americanas obteve em fevereiro a aprovação de credores para vender imóveis avaliados entre R$ 346 milhões e R$ 468 milhões. Os ativos não constavam no plano de recuperação judicial como bens previstos para desinvestimento.
O conjunto de movimentações — venda de lojas da Hortifruti Natural da Terra, desinvestimentos imobiliários e resultado operacional positivo — sustenta a expectativa da empresa de encerrar o processo de recuperação judicial nos próximos meses.
O processo envolve credores de grande porte, entre os quais bancos brasileiros que precisaram aprovar a cessão dos ativos imobiliários. A companhia busca equilibrar a liquidação de passivos com a manutenção da operação em crescimento — e os números do primeiro trimestre são o principal argumento para demonstrar que a retomada está em curso.
