Faltando menos de três semanas para o encerramento do prazo do Imposto de Renda 2026, 24 milhões de contribuintes brasileiros ainda não entregaram a declaração. A Receita Federal contabilizou cerca de 20 milhões de documentos recebidos até a manhã desta quinta-feira (7).
O prazo vai até 29 de maio. Quem perder a data enfrenta multa mínima de R$ 165,74 — podendo chegar a 20% do imposto sobre a renda devido.
Metade do volume esperado ainda não chegou à Receita
A temporada do IRPF 2026, ano-base 2025, teve início em 23 de março. O Fisco projeta receber 44 milhões de declarações no total — o que significa que pouco menos da metade ainda precisa ser transmitida nos próximos dias.
O ritmo de entrega preocupa especialmente porque, à medida que o prazo se aproxima, o risco de cometer erros por pressa aumenta. Das declarações já transmitidas neste ano, quase 897 mil estão retidas na malha fina — um alerta para quem ainda vai declarar sobre a importância de revisar cada informação antes de transmitir o documento.
A Receita Federal disponibiliza diferentes plataformas para o envio da declaração, contemplando opções para computador e dispositivos móveis. O órgão também define quais perfis de contribuintes estão obrigados a prestar contas anualmente, com base em critérios de rendimento e patrimônio.
Multa por atraso e histórico de cobranças pesadas
A penalidade para quem perder o prazo de 29 de maio começa em R$ 165,74 — valor fixo mínimo — e pode atingir até 20% do imposto sobre a renda devido, dependendo do montante apurado na declaração.
O risco não se limita à multa por entrega tardia. No ano passado, a Receita cobrou R$ 5,2 bilhões de pessoas físicas por irregularidades no IR — contexto que reforça o peso de quem atrasar ou errar a declaração neste ciclo.
Com 24 milhões de declarações ainda pendentes e menos de três semanas no calendário, o volume diário de envios deve crescer consideravelmente, aumentando a pressão sobre os sistemas da Receita e o risco de equívocos cometidos às pressas.
