Política

Relator fixa 26 de maio para votar PEC do fim da escala 6×1 na comissão especial

Hugo Motta assumiu o compromisso de levar o texto ao plenário da Câmara no dia seguinte, 27 de maio
Plenário da Câmara com Hugo Motta em destaque para votação PEC escala 6x1 comissão especial

O deputado Léo Prates (Republicanos-BA), relator da PEC que extingue a escala 6×1, apresentou nesta terça-feira (5) o plano de trabalho da comissão especial da Câmara — com votação do parecer marcada para 26 de maio.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, se comprometeu publicamente a colocar o texto em votação no plenário no dia seguinte, 27 de maio.

A PEC já passou pela CCJ e agora tramita na comissão especial, etapa destinada a debater o mérito da proposta antes de seguir ao plenário e, eventualmente, ao Senado.

Cronograma em 11 reuniões

O plano prevê 11 encontros da comissão, com sessões às terças e quartas em Brasília e audiências nos estados às quintas-feiras. A primeira visita será à Paraíba — reduto do presidente Hugo Motta — com cinco audiências públicas programadas ao longo do período.

A leitura do relatório está agendada para 20 de maio, e o cronograma inclui seminários em Belo Horizonte e em São Paulo. A estrutura foi montada quando Léo Prates foi designado relator e Alencar Santana assumiu a presidência da comissão, em 29 de abril, com prazo explícito de votação até o fim de maio.

Duas PECs e um projeto de lei paralelo

A comissão deve analisar duas propostas de emenda à Constituição. Em paralelo, o governo Lula enviou ao Congresso um projeto de lei próprio — com jornada de 40 horas semanais e modelo 5×2 — que segue trilha legislativa separada e mais ágil, mas sem o peso jurídico de uma emenda constitucional.

Hoje, a jornada semanal máxima permitida pela Constituição é de 44 horas. O governo estima que 37,2 milhões de trabalhadores — 74% dos que têm carteira assinada — trabalham mais do que 40 horas por semana.

Na CCJ, o relator Paulo Azi havia recomendado uma transição gradual com prazos diferenciados por porte de empresa, sugestão que tende a pautar o debate agora na comissão especial presidida por Alencar Santana.

Impacto econômico no centro do debate

O custo da mudança concentra boa parte das discussões. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que reduzir a jornada de 44 para 40 horas elevaria entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos com trabalhadores formais — um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos.

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em fevereiro, aponta alta de 7,84% no custo médio do trabalho celetista com jornada de 40 horas. Na indústria e no comércio, porém, o impacto estimado é inferior a 1% do custo operacional total.

O governo usa outro ângulo para defender a proposta: em 2024, o Brasil registrou 500 mil afastamentos por doenças psicossociais relacionadas ao trabalho, gerando gastos para a Previdência Social. Economistas pedem que a discussão venha acompanhada de medidas de ganho de produtividade — qualificação profissional, inovação e investimentos em infraestrutura e logística.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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