O relógio corre para quem ainda precisa regularizar a situação eleitoral. Nesta quarta-feira, 6 de maio, encerra o prazo para tirar o título de eleitor, transferir o domicílio eleitoral, atualizar o cadastro ou resolver pendências com a Justiça Eleitoral.
A data marca o fechamento do cadastro de eleitores aptos a votar nas eleições gerais de outubro de 2026, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, deputados federais e senadores.
A maior parte dos serviços pode ser resolvida sem sair de casa. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza a seção de Autoatendimento Eleitoral no próprio site, onde é possível transferir título, atualizar dados e consultar pendências.
Para verificar a situação do título, o caminho é acessar “Consultas” e clicar em “Situação do título”. O eleitor precisa informar o número do título, o CPF ou o nome completo com data de nascimento. Caso haja pendências, o sistema orienta sobre como resolvê-las.
O que exige atendimento presencial
Dois procedimentos não podem ser feitos online: o primeiro título de eleitor e qualquer serviço que envolva identificação por biometria. Nesses casos, é necessário ir pessoalmente a um cartório eleitoral ou posto de atendimento da Justiça Eleitoral.
Vale lembrar que a biometria não é obrigatória para votar. No dia das eleições, basta apresentar um documento oficial com foto, desde que o título esteja em situação regular.
A dimensão exata do eleitorado — incluindo os mais de 793 mil brasileiros aptos a votar no exterior — só será conhecida após o encerramento do prazo desta quarta-feira, conforme ressaltou o TSE, que destinou R$ 13 milhões para garantir a votação de brasileiros fora do país.
Quem é obrigado a votar — e quem pode escolher
No Brasil, o voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados com idade entre 18 e 70 anos. Fora dessa faixa, a participação é facultativa: jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e quem não é alfabetizado podem votar, mas não estão sujeitos a penalidades se não comparecerem.
O alistamento dos mais jovens, porém, ainda enfrenta resistência em partes do país. Entre os que ainda podem se alistar até esta quarta, o desafio é maior para os adolescentes: São Paulo e Rio de Janeiro registram os piores índices nacionais de adesão de jovens de 16 e 17 anos ao voto facultativo.
Para o primeiro título, os documentos necessários incluem documento de identificação com foto, comprovante de residência e, para menores de 18 anos, autorização dos responsáveis. O prazo desta quarta é definitivo — não há previsão de prorrogação pela Justiça Eleitoral.
