Política

Na sabatina ao STF, Messias chama 8 de Janeiro de episódio mais triste do Brasil

Indicado por Lula à Corte, o AGU esquivou do debate sobre anistia e deixou a decisão nas mãos do Congresso
Messias em sabatina no STF sobre 8 de Janeiro: AGU evita debate de anistia

O advogado-geral da União, Jorge Messias, classificou o 8 de Janeiro de 2023 como “um dos episódios mais tristes da história” do Brasil durante sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (29).

A declaração foi feita em resposta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que questionou o indicado ao STF sobre as condenações de idosos pelos atos golpistas em Brasília. No mesmo encontro, Messias desviou do debate sobre anistia, devolvendo a decisão ao Legislativo.

Ao ser confrontado por Flávio Bolsonaro sobre idosos condenados pela Suprema Corte em razão dos ataques às sedes dos três poderes, Messias não relativizou os eventos. O AGU apontou, porém, que o sistema penal brasileiro já oferece caminhos institucionais: os mecanismos de revisão criminal permitem que condenados solicitem à Justiça uma reanálise e eventuais correções de seus casos.

Anistia: a bola fica com o Parlamento

Sobre a possibilidade de o Congresso derrubar o veto de Lula ao projeto de anistia, Messias desconversou com precisão cirúrgica. “A discussão acerca de anistia é própria do ambiente político e institucional. A definição acerca deste tema compete às vossas excelências. Anistia é um ato jurídico político institucional que cabe ao parlamento”, declarou.

Na mesma rodada de perguntas, Flávio Bolsonaro criticou o ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos sobre o 8 de Janeiro no STF. Na véspera da sabatina, Flávio já articulava votos da oposição para barrar Messias — estratégia que se traduziu, na sessão, em questionamentos sobre os temas mais sensíveis ao bolsonarismo.

A sessão também trouxe o escândalo dos desvios de aposentadorias e pensões do INSS ao centro do debate. Flávio Bolsonaro interrogou Messias sobre a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, cuja primeira fase ocorreu em abril de 2025. O senador, contudo, omitiu nas perguntas os integrantes do governo Jair Bolsonaro que também figuraram como alvos das investigações da PF.

Messias respondeu que a Advocacia-Geral da União cumpriu seu papel “de forma absolutamente técnica e republicana” nos processos sobre as fraudes no INSS — reforçando a imagem de equidistância que vem projetando ao longo da sabatina.

Em outros momentos da sessão, Messias defendeu que o STF precisa estar aberto a ‘recalibragens institucionais’ — postura que dialoga com as críticas da oposição ao tribunal e sinaliza o perfil que o AGU pretende levar à Corte, caso aprovado pelo plenário do Senado.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Assessor de Janones invade GloboNews ao vivo e é exonerado por Hugo Motta

Oposição recorre à PEC da Anistia após Moraes suspender Lei da Dosimetria

Aliados de Bolsonaro aceleram articulação pela anistia enquanto julgamento avança no STF

Centrão intensifica pressão e Motta admite possível votação do projeto de anistia

Tarcísio impulsiona articulação por anistia e bolsonarismo pressiona por votação rápida

Lindbergh Farias critica articulação por anistia a golpistas de 8 de janeiro