A Polícia Federal realiza nesta terça-feira (28) a Operação Proteção Integral IV, com 159 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão em todos os estados e no Distrito Federal.
O objetivo é identificar e prender autores de crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Em 2026, a corporação já cumpriu ao menos 450 mandados de prisão de foragidos por crimes sexuais no país.
A ação ocorre de forma simultânea em 15 países, com 269 mandados internacionais já cumpridos no âmbito da operação até o momento.
Alcance nacional e internacional da operação
A Operação Proteção Integral IV é a maior ação coordenada da PF neste ciclo de combate ao abuso sexual infantojuvenil. No Brasil, agentes federais percorreram todas as unidades da federação simultaneamente, cumprindo mandados expedidos pela Justiça contra suspeitos de crimes sexuais contra crianças e adolescentes.
No plano internacional, a ação reuniu 15 países: Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai. Segundo a PF, os 269 mandados já cumpridos no exterior demonstram “o alto nível de cooperação entre países no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes”.
A operação desta terça integra uma série de ações deflagradas em 2026. A Operação Proteção Integral IV chega menos de duas semanas após a Operação Bulwark, quando polícias civis de 17 estados cumpriram mandados contra exploração sexual de crianças e adolescentes na internet — sinal de que o combate a esses crimes ganhou ritmo acelerado no ano. Saiba mais sobre a Operação Bulwark e suas ações contra a exploração infantil digital.
Por que os números chamam atenção
O volume de mandados cumpridos em 2026 indica uma mudança de escala nas operações federais. Apenas neste ano, a PF já registrou ao menos 450 prisões de foragidos por crimes sexuais — um ritmo que supera anos anteriores e reflete maior integração entre sistemas de inteligência nacionais e internacionais.
A coordenação com 15 países em uma única data demonstra o caráter transnacional das redes de abuso e exploração sexual infantil. A sincronia das ações reduz a possibilidade de fuga ou destruição de evidências entre jurisdições diferentes, algo considerado crítico em investigações desse tipo.
A reportagem está em atualização com o detalhamento dos mandados por país à medida que a PF divulga os dados oficiais da operação.