A Caixa Econômica Federal deposita nesta segunda-feira (27) mais um lote do chamado “dinheiro esquecido” do fundo PIS/Pasep — benefício destinado a trabalhadores com carteira assinada antes de 1988.
O pagamento de hoje contempla quem solicitou o ressarcimento até 31 de março. O saldo médio disponível é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o valor varia conforme o tempo de serviço e o salário da época, com correção pela inflação.
Quem ainda não fez o pedido tem até quinta-feira (30) para garantir o próximo depósito, agendado para 25 de maio, segundo o calendário divulgado pelo governo federal.
Como consultar e solicitar o ressarcimento
Para verificar se tem valores a receber, o trabalhador pode acessar a plataforma Repis Cidadão ou o aplicativo do FGTS. O acesso exige conta gov.br nos níveis prata ou ouro.
A mesma plataforma orienta o passo a passo do ressarcimento, com instruções específicas para herdeiros em caso de falecimento do beneficiário.
O pedido pode ser feito presencialmente em agências da Caixa ou pelo aplicativo do FGTS. No app, o caminho é: menu “mais” → “ressarcimento PIS/Pasep” → anexar os documentos exigidos. Quem solicita em nome próprio precisa apenas de documento de identidade oficial.
Após análise, a Caixa repassa as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento é depositado diretamente na conta bancária do beneficiário ou em conta poupança social digital, de acordo com o calendário vigente.
Atenção ao prazo final: se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, sem qualquer possibilidade de saque.
A história do fundo PIS/Pasep
O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para estimular a poupança de trabalhadores do setor privado. Logo depois, o Pasep surgiu com o mesmo princípio, mas voltado a servidores públicos civis e militares.
Em 1975, os recursos foram unificados no Fundo PIS-Pasep. O fundo encerrou as atividades em 1988, com a promulgação da Constituição Federal, sendo substituído pelo modelo atual de abono salarial. Em 2020, as cotas não sacadas foram transferidas para o FGTS e, em 2023, para uma conta única do Tesouro Nacional.
Desde então, a Caixa mantém aberto o canal para que trabalhadores com saldo remanescente solicitem o ressarcimento — o que explica a atual rodada de pagamentos.
Vale lembrar que o benefício não se confunde com o abono salarial PIS/Pasep 2026 — uma espécie de 14º salário pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada —, que segue calendário próprio por mês de nascimento e alcança 26,9 milhões de pessoas este ano. Para ter direito ao abono em 2026, o trabalhador deve ter atuado por pelo menos 30 dias em 2023 e recebido até dois salários mínimos por mês.