Política

Lula ameaça reciprocidade contra americanos após expulsão de delegado da PF pelos EUA

Presidente rejeita 'ingerência americana' no caso do agente que atuava junto ao ICE no processo de extradição de Ramagem
Retrato de Lula com símbolos da Polícia Federal e EUA: reciprocidade na expulsão do delegado no caso Ramagem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou nesta terça-feira que pode adotar medidas de reciprocidade contra cidadãos americanos no Brasil em resposta à expulsão de um delegado da Polícia Federal pelos Estados Unidos.

Lula afirmou desconhecer os detalhes do episódio, mas foi enfático ao rejeitar o que chamou de “ingerência e abuso de autoridade que algumas pessoas americanas querem ter com relação ao Brasil”.

O alvo da crise é o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, identificado pela TV Globo junto à Embaixada dos EUA como a “autoridade brasileira” mencionada pelo governo americano. Ele atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) e foi ordenado a deixar o território norte-americano na segunda-feira (20).

Sem citar nomes, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental acusou o agente de tentar “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas” — referência direta ao processo de extradição de Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado pelo STF por participação na trama golpista do governo Bolsonaro.

Na véspera, os EUA já haviam determinado a saída imediata do delegado Marcelo Ivo de Carvalho — o agente da PF que atuava junto ao ICE — acusando-o de tentar contornar canais formais de extradição para promover perseguições políticas. Leia mais sobre a expulsão do delegado e o impasse na extradição de Ramagem.

O chanceler Mauro Vieira minimizou a informação: “Essa notícia não tem fundamento. Estamos aguardando esclarecimentos das autoridades americanas”, declarou. O Itamaraty informou que não vai se manifestar formalmente sobre o caso, e a Polícia Federal disse não ter sido comunicada sobre a expulsão do delegado.

Ruptura diplomática em cadeia

A tensão com Washington não começou com a expulsão do delegado. Quando Ramagem foi solto em 15 de abril, a Polícia Federal não foi sequer notificada da liberação — episódio que levou o agente a buscar ação direta junto ao ICE. Veja como a PF ficou de fora da soltura de Ramagem.

Após ser liberado sem fiança, Ramagem agradeceu publicamente ao governo Trump — demonstração do alinhamento político que, segundo o Itamaraty, torna o processo de extradição ainda mais sensível diplomaticamente. Saiba como Ramagem agradeceu a Trump após a soltura.

A reciprocidade, ferramenta prevista no direito internacional, permitiria ao Brasil aplicar as mesmas restrições impostas a cidadãos brasileiros nos EUA a cidadãos americanos em território nacional. A declaração de Lula eleva o tom da disputa e sinaliza que o governo não pretende recuar diante das ações de Washington no caso Ramagem.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Calor atípico de outono pressiona Centro-Oeste e Sudeste com até 7°C acima da média

Amazon anuncia investimento de US$ 25 bilhões na Anthropic, criadora do Claude

GPA obtém liminar e bloqueia venda de ações do Casino no TJ-SP

Dino lança proposta de reforma do Judiciário com rigor para magistrados corruptos