Negócios

Agro brasileiro abre 29 mercados em 9 países na primeira quinzena de abril

Setor soma recorde de US$ 38,1 bilhões em exportações no primeiro trimestre de 2026
Bandeira brasileira simbolizando abertura de mercados agronegócio brasileiro em novos países e mercados globais

O agronegócio brasileiro concluiu acordos para exportar ao menos 29 produtos a nove países nos primeiros 17 dias de abril, informou o Ministério da Agricultura.

Proteínas animais, frutas e grãos chegaram a destinos como Vietnã, Arábia Saudita, Etiópia, El Salvador, Azerbaijão, Jordânia, Angola, Peru e Filipinas.

O resultado eleva para cerca de 59 o total de mercados abertos ao agro em 2026 — 30 nos três primeiros meses do ano e quase 30 só na primeira quinzena de abril.

As exportações do agronegócio no primeiro trimestre de 2026 atingiram US$ 38,1 bilhões, recorde histórico para o período de janeiro a março, com crescimento de 0,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025, segundo o Ministério da Agricultura.

Retomada com mercados árabes

A reabertura comercial com Arábia Saudita e Jordânia em abril ganha peso diante do cenário adverso de semanas antes. Em março, a guerra no Golfo havia derrubado em até 55% os embarques brasileiros de carne bovina para esses mesmos mercados árabes — um baque que pressionou todo o setor de proteínas. Leia a cobertura completa sobre o impacto da guerra no Golfo nas exportações de carne do Brasil.

A expansão para nove países em apenas 17 dias reflete uma estratégia ativa de diversificação de destinos, com acordos distribuídos por África Oriental (Etiópia, Angola), Ásia (Vietnã, Filipinas), Oriente Médio (Arábia Saudita, Jordânia, Azerbaijão) e Américas (El Salvador, Peru).

O recorde trimestral do agro se insere num quadro mais amplo da balança comercial brasileira: entre janeiro e março de 2026, o superávit acumulado chegou a US$ 14,17 bilhões, alta de 47,6% sobre o mesmo período de 2025, com a soja novamente liderando as vendas externas. Veja a análise completa do superávit comercial do primeiro trimestre.

O ritmo de abertura de mercados em abril — quase dois acordos por dia útil — supera o registrado no primeiro trimestre, quando foram fechados 30 acordos em 90 dias. Caso o desempenho se sustente, 2026 pode encerrar o ano entre os mais expressivos para a expansão comercial do agronegócio brasileiro.

A proteína animal segue como principal vetor de negociação, especialmente com países do Oriente Médio e da África — mercados com demanda crescente e historicamente receptivos à carne brasileira, tanto in natura quanto processada.

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