Política

Gilmar Mendes recoloca Monique Medeiros na prisão no caso Henry Borel

STF anula soltura decretada pela Justiça do Rio e mantém ré presa até novo julgamento em maio
Ministro Gilmar Mendes com STF ao fundo simbolizando prisão preventiva Monique Medeiros e decisão judicial

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (17) o restabelecimento da prisão preventiva de Monique Medeiros, acusada pelo assassinato do filho Henry Borel, morto em 2021 no Rio de Janeiro.

A decisão derruba a soltura decretada pela Justiça fluminense em 23 de março e chega a menos de 40 dias do novo julgamento do caso, marcado para 25 de maio.

Para Gilmar Mendes, a juíza Elizabeth Machado Louro errou ao liberar Monique sob o argumento de excesso de prazo de prisão — medida que, segundo o ministro, esvaziou a eficácia de uma ordem da própria Corte.

Usurpação de competência

Na avaliação do ministro, ao revogar a custódia “sob pretexto de excesso de prazo”, o juízo reclamado “usurpou competência e violou a hierarquia jurisdicional”. O entendimento da Segunda Turma do STF determinava a prisão para garantir a ordem pública e a regularidade da instrução processual, diante da gravidade dos fatos e do histórico de coação de testemunhas.

Gilmar rebateu o argumento da defesa sobre o tempo de detenção: o julgamento foi adiado por uma manobra da própria defesa de Jairinho, e não por mora do Judiciário. A tese de excesso de prazo, portanto, “não se sustenta”. O ministro acrescentou que os fundamentos originais da prisão permanecem válidos e foram agravados por novos fatos, demonstrando “nítido descumprimento” do que havia sido decidido pelo Supremo.

O caso Henry Borel

Henry Borel Medeiros morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no Rio de Janeiro. Perícias apontaram hemorragia interna e laceração hepática como causas da morte. Mãe e padrasto alegaram que a criança caiu da cama, mas os peritos descartaram a versão. O Ministério Público sustenta que o menino foi vítima de agressões físicas.

O restabelecimento da prisão foi pedido pela Procuradoria-Geral da República, que argumentou ser indispensável preservar a regularidade do processo diante da proximidade do novo julgamento.

O próprio Gilmar enfatizou o risco da soltura: “A soltura da ré em período tão próximo à nova sessão plenária designada projeta risco concreto à regularidade da instrução”, concluiu o ministro em sua decisão.

Como Monique foi solta em março

A liberdade de Monique foi consequência direta de uma manobra processual: a defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, abandonou o plenário do Tribunal do Júri durante a sessão, inviabilizando a continuidade do julgamento.

Com a suspensão da sessão, a juíza Elizabeth Machado Louro remarcou o julgamento para 25 de maio e decretou a soltura de Monique, entendendo que manter a ré presa além desse ponto poderia caracterizar excesso de prazo — tese que Gilmar Mendes agora rechaça integralmente.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

STF forma maioria e mantém cassação do mandato de Bacellar

Brasil bate recorde histórico com 3,74 milhões de turistas no 1º trimestre

Gilmar Mendes recoloca Monique Medeiros na prisão no caso Henry Borel

FARS contradiz governo do Irã e ameaça fechar Estreito de Ormuz novamente