Política

Lula envia projeto para acabar com escala 6×1 com urgência constitucional

Proposta obriga Congresso a votar em 45 dias após almoço que superou tensão entre Planalto e Câmara
Lula apresenta projeto de lei para fim da escala 6x1 no Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional, nesta terça-feira (14), projeto de lei que acaba com a escala 6×1 sob regime de urgência constitucional.

O texto será protocolado nesta quarta-feira (15) na Câmara dos Deputados e obriga as duas Casas a deliberarem sobre a proposta em até 45 dias — prazo em que a pauta legislativa fica travada caso não haja deliberação.

A decisão foi acertada em almoço no Palácio do Planalto entre Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O envio em regime de urgência constitucional é uma ferramenta que pressiona a Câmara dos Deputados e o Senado a votar a proposta dentro do prazo. Se o projeto não for analisado em 45 dias, as pautas das duas Casas ficam travadas até que a deliberação ocorra.

O almoço no Palácio do Planalto também reuniu o ministro José Guimarães e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Lula fez um apelo direto a Motta para que compreendesse a necessidade de o governo apresentar um texto próprio — uma vez que a jornada de trabalho é bandeira histórica do sindicalismo, berço político do presidente.

PEC e projeto de lei seguem em paralelo

Motta concordou com o envio da proposta governista, mas não abriu mão da PEC da escala 6×1 que já tramita na Casa. A emenda está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça desta quarta-feira (15), com o próximo passo sendo a análise em uma Comissão Especial.

Os dois textos deverão caminhar paralelamente até que fique claro qual tem maior viabilidade política. “O presidente Lula pediu ao Hugo Motta, ao líder, e a mim, que negociassem como tramitar tanto a PEC como o projeto de lei. Vamos sentar e vamos discutir. Então a crise que estava existindo, manda não manda, está superada”, disse o ministro Guimarães.

No começo do ano, Motta havia determinado que fossem analisadas em conjunto uma proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e outra do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), consolidando a PEC como o caminho preferido da Câmara. A disputa tem raízes em março, quando Motta freou a PEC e exigiu convergência real entre governo e setor produtivo — condição que moldou semanas de queda de braço entre Planalto e Câmara.

Na semana anterior ao almoço, Motta havia declarado que o governo havia “compreendido” que a PEC seria o melhor caminho — fala que o Executivo rapidamente desmentiu e que o encontro desta terça-feira veio, ao menos formalmente, superar.

A semana havia começado com o Planalto desmentindo publicamente Motta e reafirmando que enviaria um projeto de lei próprio — e foi exatamente o que se concretizou.

A avaliação nos bastidores é de que o almoço serviu para “distensionar” a relação entre Executivo e Congresso sobre o tema. Para Motta, o projeto governista será analisado assim que protocolado — mas a PEC não será paralisada.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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