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Greve na Lufthansa cancela voos ao Brasil até quinta-feira

Pilotos e comissários paralisam operações pela 4ª vez no ano; passageiros têm direito a remarcação gratuita
Greve Lufthansa voos Brasil: avião em voo com bandeira brasileira, mostrando impacto da paralisação

A Lufthansa terá pelo menos até quinta-feira (16) suas operações parcialmente suspensas por uma greve que reúne pilotos e comissários de bordo — e os brasileiros com viagens marcadas entre o Brasil e a Alemanha estão diretamente no caminho dos cancelamentos.

Voos diretos entre Frankfurt e as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo foram suspensos para os dias 14, 15 e 16 de abril, de acordo com informações do aeroporto alemão. É a quarta paralisação do ano na maior companhia aérea da Alemanha.

O aeroporto de Frankfurt confirmou o cancelamento do voo LH 500 para o Rio de Janeiro, previsto para decolar às 22h15 (horário local), e do LH 506 para São Paulo, às 22h05 — suspenso tanto na terça quanto na quarta-feira. No sentido inverso, três voos partindo do Brasil rumo a Frankfurt também foram cancelados na quinta: o LH 50, do Rio, e o LH 507, de São Paulo, com chegada prevista para a manhã de sexta-feira (17).

Os cancelamentos começaram na segunda-feira (13), primeiro dia da greve atual. A paralisação também afetou o aeroporto de Munique, segundo maior hub da Lufthansa no país, embora sem impacto registrado em rotas para o Brasil a partir desta terça.

O que fazer se o seu voo foi cancelado

A Lufthansa informou que passageiros com reservas entre 13 e 16 de abril — incluindo clientes da Austrian, Swiss, Brussels Airlines, Air Dolomiti e da regional Cityline — podem remarcar gratuitamente para outro voo do Grupo Lufthansa com data até 23 de abril de 2026, pelo Lufthansa Help Center. Também é possível solicitar reembolso integral antes da data da viagem.

Para quem não encontrar alternativa disponível, a companhia oferece a conversão das passagens em bilhetes de trem da Deutsche Bahn. Diante do alto volume de contatos, a Lufthansa orienta o uso dos canais digitais para evitar longas esperas telefônicas.

A dimensão da paralisação atual supera a greve de março deste ano. Segundo o sindicato dos pilotos VC, 84% dos voos da Lufthansa foram cancelados nesta rodada, contra 80% na paralisação anterior. Entre segunda e terça-feira, mais de 1.100 voos foram suspensos em Frankfurt e ao menos 710 em Munique.

A categoria exige melhorias na pensão e na remuneração. Os comissários de bordo anunciaram greve para esta quarta e quinta-feira, após já terem interrompido os trabalhos na última sexta-feira — duas frentes sindicais simultâneas que amplificam o impacto operacional.

A Associação Alemã de Aeroportos (ADV) criticou duramente a paralisação. “Milhares de voos cancelados levam, em um curto espaço de tempo, a perdas de milhões de euros, com impactos diretos sobre operadores aeroportuários, prestadores de serviços e trabalhadores”, declarou a entidade. O diretor de recursos humanos da Lufthansa, Michael Niggemann, também alertou os sindicatos, afirmando que cada dia de greve enfraquece a companhia.

A greve se soma a um momento já turbulento para a aviação europeia: em março, a Lufthansa já sentia a pressão do querosene, que dobrou de preço desde o início do ano e forçou reajustes de tarifas em toda a Europa. Leia mais sobre como o aumento do combustível está encarecendo as passagens aéreas no mundo todo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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