Tecnologia

Amazon compra Globalstar por US$ 11,5 bi e mira Starlink

Com prazo regulatório em julho, empresa precisa acelerar lançamento de satélites para desafiar líder do setor
Amazon compra Globalstar para desafiar Starlink na internet por satélite

A Amazon anunciou nesta terça-feira (14) a compra da Globalstar por US$ 11,57 bilhões, em um movimento que consolida sua entrada no mercado de internet via satélite e acirra a disputa com a Starlink, de Elon Musk.

A aquisição reforça o Amazon Leo — projeto antes chamado de Project Kuiper, criado por Jeff Bezos em 2019 — e faz parte do plano de lançar cerca de 3.200 satélites em órbita baixa até 2029.

Quem é a Globalstar

Sediada em Covington, na Louisiana, a Globalstar é conhecida por fornecer a tecnologia do recurso “SOS de Emergência” dos iPhones da Apple. A empresa opera cerca de duas dezenas de satélites em órbita baixa e oferece serviços de voz, dados e rastreamento de ativos para clientes corporativos, governamentais e consumidores.

No fim do ano passado, a Globalstar anunciou o desenvolvimento de uma nova rede com apoio da Apple, que deve ampliar sua constelação para 54 satélites, incluindo unidades reserva.

No mercado financeiro, a confirmação do acordo empurrou os papéis da Globalstar para uma alta de mais de 9% no pré-mercado. As ações já acumulavam ganho de 6% nas duas semanas anteriores, alimentadas por rumores das negociações, chegaram a quase dobrar de valor em 2025 e avançavam cerca de 12% em 2026 antes do anúncio oficial.

Amazon Leo versus Starlink

A Amazon parte de uma posição muito distante da rival: enquanto a Starlink, de Elon Musk, já opera mais de 10 mil satélites e atende mais de 9 milhões de usuários em todo o mundo, a companhia de Bezos tem em operação pouco mais de 200 unidades e ainda prepara o lançamento do serviço de internet via satélite para este ano.

Há um prazo regulatório pressionando o ritmo: metade dos 3.200 satélites planejados precisa estar em órbita até julho de 2026. A incorporação da infraestrutura e das licenças da Globalstar pode ser justamente o atalho que a Amazon busca para cumprir essa exigência e ganhar escala rapidamente no setor.

A aquisição também sinaliza uma aproximação estratégica com a Apple, já parceira da Globalstar, abrindo possíveis desdobramentos para o ecossistema de dispositivos conectados via satélite.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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