O Tribunal Superior Eleitoral vai definir sua nova cúpula na próxima semana. A presidente da corte, ministra Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (9) que a eleição interna escolherá o ministro Nunes Marques para a presidência e André Mendonça para a vice-presidência do TSE.
A transição ocorre a menos de um ano das eleições gerais de 2026, quando a corte terá papel central na arbitragem de disputas sobre candidaturas, cassações e inelegibilidades.
A eleição interna do TSE é um rito protocolar, mas de peso político considerável: o presidente da corte define a pauta de julgamentos, representa o tribunal publicamente e preside sessões em que se decidem cassações de mandatos e inelegibilidades de candidatos.
Com Nunes Marques à frente, o TSE conduzirá o ciclo eleitoral mais aguardado da última década. As eleições gerais de 2026 incluem disputa pela presidência da República, além de governos estaduais e renovação do Congresso Nacional.
O ministro já tem trajetória definida na corte eleitoral. Em um dos casos mais emblemáticos recentes, foi o único a votar contra a cassação do governador Cláudio Castro no TSE — posição divergente que o colocou no centro do debate sobre os rumos do tribunal. Entenda o voto de Nunes Marques no caso Cláudio Castro.
A nova cúpula já demonstrou alinhamento em decisões recentes. Cármen Lúcia, Nunes Marques e André Mendonça votaram juntos no STF para estabelecer as regras da eleição indireta no Rio de Janeiro — sinal de entendimento entre os ministros em matérias eleitorais sensíveis.
André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro ao Supremo em 2021, assumirá a vice-presidência do TSE. Sua presença na cúpula da corte eleitoral em ano de eleição presidencial é acompanhada de perto por diferentes espectros políticos.
Cármen Lúcia encerra seu ciclo à frente do TSE após a eleição interna prevista para a próxima semana. O rito de transição segue o calendário estabelecido pelo regimento do tribunal.
