Economia

Trump descarta cessar-fogo e prevê escalada no Irã; dólar abre sob pressão

Presidente dos EUA sinaliza intensificação dos bombardeios por mais duas a três semanas, elevando aversão ao risco nos mercados
Trump, Irã e refinaria em cena editorial: guerra no Irã dólar abertura mercados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou qualquer possibilidade de cessar-fogo com o Irã nesta quinta-feira (2) e afirmou que os bombardeios americanos devem se intensificar nas próximas duas a três semanas. As declarações elevaram a aversão ao risco e pressionaram o dólar na abertura da sessão no Brasil.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. Investidores também acompanham a divulgação dos dados de produção industrial de fevereiro, com expectativa de alta de 0,7%.

Sinais contraditórios e estratégia americana no Irã

As declarações de Trump contrastam com o tom adotado na terça-feira (31), quando ele afirmou que os EUA devem deixar o Irã “muito em breve” e sinalizou que Teerã não precisaria assinar um acordo formal para que os ataques fossem interrompidos.

O The Wall Street Journal havia revelado, na segunda-feira (30), que Trump teria dito a assessores que está disposto a encerrar a guerra mesmo que o Estreito de Ormuz continue fechado — mas o Irã respondeu atacando um petroleiro próximo a Dubai, mantendo a tensão elevada.

A estratégia discutida pelo governo americano seria concentrar os ataques em alvos militares centrais — como a marinha iraniana e a capacidade de lançamento de mísseis — e, após essa fase, reduzir a intensidade das operações para pressionar Teerã a reabrir a rota estratégica. A preocupação da Casa Branca é que uma operação para reabrir completamente o Estreito de Ormuz prolongaria o conflito além do prazo de seis semanas prometido publicamente por Trump.

Agenda econômica e geopolítica do dia

No cenário geopolítico, os Estados Unidos retiraram as sanções contra a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. A medida foi publicada no site do Departamento do Tesouro americano, sem maiores explicações sobre o timing da decisão.

No Brasil, além da abertura do Ibovespa, o mercado aguarda os dados de produção industrial referentes a fevereiro. A projeção é de expansão de 0,7% no indicador.

Bolsas globais ignoram retórica e fecham em alta

Apesar da escalada no discurso, as bolsas globais fecharam em alta na véspera. Em Wall Street, o Dow Jones avançou 0,48%, aos 46.565,86 pontos; o S&P 500 subiu 0,69%, aos 6.573,89; e o Nasdaq teve ganhos de 1,16%, aos 21.840,95 pontos.

Na Europa, o índice Stoxx 600 disparou 2,41%, aos 597,19 pontos. O DAX, de Frankfurt, liderou com alta de 2,73%. O desempenho contrasta com o registrado em 23 de março, quando Trump anunciou uma pausa de cinco dias nos ataques e o petróleo despencou mais de 10% em um único pregão. Na Ásia, o Nikkei, de Tóquio, liderou com alta de 5,2%, seguido pelo Hang Seng (+2,2%) e pelo índice composto de Xangai (+1,5%).

O conflito já cobra seu preço na economia americana: o preço médio da gasolina nos EUA ultrapassou US$ 4 por galão na terça-feira, o nível mais alto desde 2022 — podendo gerar pressão inflacionária em um ano de eleições para o Congresso. O embate teve início com o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã após a morte do líder supremo Ali Khamenei, e já pressionou o dólar a R$ 5,31 e derrubou bolsas globais nas primeiras semanas de março.

Trump também ameaçou reduzir o apoio militar a aliados europeus — citando especialmente o Reino Unido — e sugeriu que países do continente passem a comprar petróleo dos EUA, argumentando que o país “tem bastante”.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Toffoli usou jato de empresa ligada a Vorcaro em viagem a cidade natal

Brasil negocia projetos com a NASA para entrar na nova corrida à Lua

Trump descarta cessar-fogo e prevê escalada no Irã; dólar abre sob pressão

Aneel rejeita recursos da J&F contra resultado de leilão de energia