Economia

IEA sugere trabalho remoto e menos voos para proteger consumidor da alta energética

Agência internacional propõe redução de velocidade em rodovias e substituição de viagens aéreas por outros meios de transporte
Crise energética no Oriente Médio: mapa geopolítico com recomendações IEA para trabalho remoto

A Agência Internacional de Energia (IEA) recomendou nesta sexta-feira (20) medidas imediatas para aliviar a pressão dos preços da energia sobre consumidores. Entre as sugestões estão o incentivo ao trabalho remoto e a redução de viagens aéreas.

Segundo a entidade, a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã elevou os preços da energia e aumentou preocupações com a inflação em todo o mundo. As propostas são ações que podem ser adotadas por governos, empresas e famílias para reduzir o impacto da alta nos preços.

A IEA sugeriu ainda a redução dos limites de velocidade nas rodovias em pelo menos 10 km/h e a substituição de viagens de avião por outros meios de transporte, sempre que possível. As medidas fazem parte de um conjunto de ações imediatas e concretas apresentadas pelo lado da demanda.

Liberação de estoques

No dia 11 de março, a IEA decidiu liberar um volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo de estoques estratégicos para conter a disparada dos preços globais. Os Estados Unidos foram responsáveis pela maior parte da oferta, com 172 milhões de barris da reserva nacional.

“Recentemente, lançamos a maior liberação já realizada de estoques emergenciais de petróleo da IEA — e estou em contato próximo com governos ao redor do mundo, incluindo grandes produtores e consumidores de energia, como parte da nossa diplomacia energética internacional”, afirmou o diretor-executivo da IEA, Fatih Birol, em comunicado.

No dia anterior ao anúncio das recomendações, a própria IEA havia alertado que a guerra no Oriente Médio está causando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, superando qualquer crise energética anterior.

A escalada do conflito que elevou os preços foi acompanhada por medidas emergenciais em países asiáticos como Coreia do Sul, Japão e Indonésia, que buscaram aliviar o impacto sobre consumidores com tetos nos preços de combustíveis.