Política

Seis tripulantes morrem em queda de KC-135 no Iraque; Irã diz ter abatido avião

Confirmação veio após atualização do Comando Central; aeronave não permitia ejeção e eleva saldo para 13 mortos na guerra

Todos os seis tripulantes do KC-135 americano que caiu na noite de quinta-feira (12) no Iraque estão mortos, confirmou o Comando Central das Forças Armadas dos EUA nesta sexta (13).

A aeronave perdia o controle sobre o espaço aéreo iraquiano enquanto reabastecia outro avião durante a Operação Fúria Épica — ofensiva do governo Trump contra o Irã.

Com a tragédia, o número de militares americanos mortos no conflito com Teerã chega a 13.

Irã reivindica abate; EUA investigam

A versão oficial dos EUA é que as causas da queda ainda estão sendo apuradas. O Pentágono nega que o KC-135 tenha sido derrubado, mas o Irã reivindica a autoria: a agência estatal Fars atribuiu o acidente a um ataque de mísseis iranianos disparados por grupos de resistência no Iraque. Os EUA negaram essa versão repetidas vezes desde o início do conflito.

O Comando Central havia informado inicialmente que quatro dos seis tripulantes morreram. Horas depois, atualizou o comunicado — nenhum sobreviveu. As identidades ainda não foram divulgadas, pois os familiares das vítimas precisam ser notificados primeiro.

O que é o KC-135 Stratotanker

O KC-135 Stratotanker é o principal avião de reabastecimento aéreo da Força Aérea dos EUA. Quadrimotor desenvolvido na década de 1950 com base no Boeing 707, o modelo entrou em serviço em 1957 e teve 803 unidades fabricadas. Além dos EUA, Chile, Índia e Turquia operam a aeronave.

A tripulação padrão é de três pessoas — piloto, copiloto e operador da lança de reabastecimento —, mas algumas missões exigem um navegador. O modelo pode transportar até 37 passageiros. Um detalhe que pode ter sido decisivo: a aeronave não permite ejeção, o que reduziu as chances de sobrevivência da tripulação.

Os militares mortos no bombardeio iraniano ao porto de Shuaiba, no Kuwait, já integravam o balanço de baixas que agora, com a queda do KC-135, chega a 13 mortos na guerra contra o Irã.

Série de incidentes desde o início da guerra

Este não é o primeiro acidente grave com aeronaves tripuladas americanas no conflito. No dia 2 de março, três caças F-15 da Força Aérea dos EUA foram abatidos por engano pelas próprias forças do Kuwait. Os seis pilotos conseguiram ejetar, foram resgatados e receberam tratamento médico na região.

O site de monitoramento FlightRadar24 registrou outro KC-135 declarando emergência antes de pousar em segurança no aeroporto de Tel Aviv na mesma quinta-feira (12), segundo a CBS. As forças americanas não confirmaram se os dois episódios têm relação.

Antes da queda desta sexta, sete militares americanos já haviam morrido no conflito: seis em um bombardeio iraniano no porto de Shuaiba, no Kuwait, e um na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita. A queda do KC-135 acrescentou mais seis ao balanço.

O número de 140 feridos em operações foi confirmado pelo Pentágono após pressão da imprensa — o Departamento de Defesa havia reconhecido publicamente apenas 8 feridos graves por semanas. Entenda como o Pentágono admitiu os 140 feridos depois de dias ocultando o número real. Um membro da Guarda Nacional também morreu de problema de saúde no Kuwait, segundo o Departamento de Defesa.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
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