Política

Caiado usa anistia ao 8 de Janeiro como bandeira em disputa pelo PSD

Governador goiano mira candidatura presidencial e ataca Lula em entrevista à Globonews; PSD decide em 31 de março

O governador Ronaldo Caiado (PSD-GO) prometeu conceder anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelo 8 de Janeiro caso chegue à Presidência da República. A declaração foi dada em entrevista ao programa Em Ponto, da Globonews, nesta sexta-feira (13).

Caiado é um dos três pré-candidatos do PSD à presidência, ao lado de Eduardo Leite (RS) e Ratinho Junior (PR). O partido deve anunciar seu escolhido até 31 de março.

Anistia como diferencial de campanha

“Chegando minha presidência, eu faço valer uma anistia ampla, geral e irrestrita e vou trabalhar para construir um Brasil dentro daqueles critérios que fizeram Goiás o melhor estado do país”, afirmou Caiado ao programa.

O governador foi além da promessa e escalou o tom contra o governo federal. Utilizando o termo “venezuelização”, Caiado afirmou que o próximo presidente “vai definir o rumo do Brasil nos próximos 20 anos” — posicionamento que coloca sua pré-campanha no campo de oposição mais dura ao PT.

Na questão da segurança pública, Caiado defendeu o reconhecimento internacional do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas e criticou a resistência de Lula ao tema. “O Lula se postou como embaixador das facções, reagindo duramente a reconhecer aquilo que é a verdade hoje”, disse o governador.

Na véspera, Eduardo Leite — outro pré-candidato do trio — havia dado entrevista ao mesmo programa da Globonews e apostado na rejeição a Lula e Bolsonaro como principal argumento para a terceira via.

PSD aperta prazo e expõe disputa interna

A rodada de entrevistas no Em Ponto ao longo da semana escancarou as diferenças de estilo e posicionamento entre os três pré-candidatos do PSD. Caiado adotou o tom mais combativo do trio, enquanto Leite apostou na ideia de terceira via moderada.

O prazo para o PSD bater o martelo foi antecipado: o partido deve escolher seu candidato até 31 de março, duas semanas antes do originalmente previsto, após demanda dos próprios presidenciáveis.

A confiança de Kassab no trio ficou marcada pela frase de que o PSD só ficaria sem candidato “se cair um helicóptero com os três” — declaração feita após reunião da ACSP, onde os três governadores discursaram para empresários e líderes de entidades comerciais.

Caiado migrou para o PSD após deixar o União Brasil. Ao lado de Leite e Ratinho Junior, ele compõe o grupo de onde sairá o candidato do partido — e a corrida interna, ao que tudo indica, já começou de valer.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Fazenda projeta R$ 96,6 bi a mais na arrecadação se petróleo atingir US$ 100

Trump libera petróleo russo e provoca racha com Zelensky e europeus

Ala Maga avança contra o Brasil em frente que governo Lula não sabe rebater

Pentágono afirma que novo líder do Irã está ferido e escondido em bunker