Política

Eduardo Leite aposta na rejeição a Lula e Bolsonaro para abrir espaço em 2026

Governador gaúcho minimiza 3% no Quaest e diz que o humor do eleitorado vale mais do que pesquisas

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), usou uma entrevista à Globonews nesta quinta-feira (12) para se posicionar como alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro nas eleições de 2026.

Leite argumentou que o grau de rejeição aos candidatos que lideram as pesquisas abre espaço real para uma terceira via — e que esse indicador é mais relevante do que os números atuais de intenção de voto.

Disputa interna no PSD

Leite concorre internamente no PSD com os governadores Ratinho Júnior (PR) e Ronaldo Caiado (GO) pela indicação presidencial. Para ele, o critério de escolha não deve ser apenas a posição nas pesquisas, mas a capacidade de dialogar com um espectro amplo do eleitorado.

O governador destacou que não se alinhou a nenhum dos polos políticos dominantes nas eleições anteriores e que essa trajetória o credencia a conversar com diferentes segmentos — incluindo eleitores decepcionados tanto com Lula quanto com o bolsonarismo.

Os números do Quaest

A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (11) registrou Leite com apenas 3% de intenção de voto em seus melhores cenários, abaixo de Ratinho Júnior e Caiado. O levantamento também apontou 35% de rejeição ao governador gaúcho.

Leite minimizou os dados e afirmou que, considerando a margem de erro, há empate técnico entre os três pré-candidatos do partido. Ele também invocou experiências anteriores para argumentar que cenários eleitorais se transformam ao longo da campanha.

Para o governador, mais do que a fotografia atual das pesquisas, o que importa é o “humor do eleitorado” — em especial o grau de insatisfação com os nomes já consolidados na disputa.

A decisão sobre qual dos três governadores representará o PSD na disputa presidencial caberá ao presidente da sigla, Gilberto Kassab, em diálogo com outras lideranças. O partido antecipou para 31 de março o prazo de definição do candidato, duas semanas antes do previsto, após pressão dos próprios presidenciáveis.

Kassab já havia sinalizado que o anúncio pode vir a qualquer momento, inclusive antes do prazo formal, reforçando a urgência da disputa interna.

O contexto reforça a narrativa de Leite: o Datafolha divulgado dias antes mostrou que a vantagem de Lula sobre a oposição vem encolhendo, o que, na leitura do governador, evidencia o espaço em aberto para uma candidatura alternativa.

A estratégia de Leite é de longo prazo: à medida que a campanha se intensificar, eleitores insatisfeitos com os extremos devem passar a enxergá-lo como saída viável — independentemente de onde ele esteja nas pesquisas hoje.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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