O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília, na manhã de sexta-feira (13), após passar mal durante a madrugada. O diagnóstico foi de broncopneumonia aguda.
Registros da Polícia Militar, obtidos pela TV Globo, mostram que Bolsonaro começou a apresentar náuseas, tremores e sintomas respiratórios por volta das 2h. A equipe médica foi acionada às 6h45, quando ele teve calafrios.
Como a febre não cessou após medicação, foi solicitada a remoção ao hospital. O transporte teve início às 8h22, após a chegada do médico cardiologista.
Madrugada de piora e acionamento da equipe médica
Os registros da PM apontam que Bolsonaro era monitorado a cada três horas. Na noite de quinta-feira (11), horas antes de passar mal, ele estava lúcido e havia se alimentado bem. Às 6h45 de sexta, a equipe foi chamada após ele apresentar calafrios.
Na avaliação, o ex-presidente relatou que as náuseas, tremores e sintomas respiratórios tinham começado por volta das 2h da madrugada. Ele foi reavaliado dez minutos após tomar medicação. Como a febre não cedeu, foi solicitada a remoção para o DF Star.
Não é a primeira vez que Bolsonaro passa mal durante o período de reclusão. Em setembro do ano passado, ainda em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento por vômitos, tontura e queda de pressão arterial. Em janeiro deste ano, enquanto detido na Superintendência da Polícia Federal, foi internado após bater a cabeça em um móvel da cela.
No mesmo mês de janeiro, foi transferido para a Papudinha a pedido dos advogados. A unidade conta com fisioterapia, médicos 24 horas, barra de apoio na cama e cozinha adaptada.
Apenas três dias antes do novo episódio, a Primeira Turma do STF havia confirmado a manutenção de Bolsonaro na Papudinha, rejeitando mais um pedido de prisão domiciliar com o argumento de que a unidade oferecia estrutura médica suficiente.
STF mantém negativa de prisão domiciliar
A defesa de Bolsonaro apresentou uma série de pedidos de prisão domiciliar sob a justificativa de fragilidade na saúde do ex-presidente. Todos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Uma junta médica da Polícia Federal atestou que, embora Bolsonaro necessite de cuidados, tem condições para permanecer na Papudinha. O laudo que embasou a negativa havia registrado 144 atendimentos médicos em apenas 39 dias — volume usado por Moraes para concluir que a unidade atendia plenamente às necessidades do ex-presidente.
O quadro de Bolsonaro permanece estável, segundo o boletim médico mais recente divulgado pelo hospital DF Star.