O WhatsApp anunciou nesta quarta-feira (11) uma ferramenta de controle parental que dá a pais e responsáveis poder de monitorar e restringir a atividade de crianças com menos de 13 anos no aplicativo.
O recurso começará a ser testado com um grupo reduzido de usuários nas próximas semanas e foi criado em resposta a pedidos de famílias por uma experiência mais segura para menores.
Para ativar o controle parental, pais e responsáveis precisam estar com os dois aparelhos — o próprio e o da criança — lado a lado para vincular as contas. Com a conexão estabelecida, é possível definir quais grupos o menor pode participar.
O WhatsApp exibe a lista de participantes e administradores de cada grupo para ajudar na tomada de decisão. Solicitações de conversa vindas de desconhecidos são redirecionadas para uma pasta e revisadas primeiro pelos responsáveis — não pela criança.
O aplicativo também notifica os adultos quando o menor adicionar, bloquear ou denunciar algum contato. Se a mensagem indesejada vier de alguém já salvo como contato, a conta gerenciada também pode bloquear ou denunciar.
O que as contas gerenciadas não incluem
As contas vinculadas ao controle parental não têm acesso a recursos como Meta AI, Canais, Status, mensagens temporárias ou de visualização única. As configurações são protegidas por senha e só podem ser alteradas pelos responsáveis.
O WhatsApp garante que as contas gerenciadas mantêm a criptografia de ponta a ponta e que as informações dos menores não são usadas para fins publicitários. A empresa afirma revisar suas proteções regularmente com especialistas independentes.
O movimento ocorre em um contexto de crescente alerta. Levantamento do Unicef revelou que 51% das crianças vítimas de violência sexual online no Brasil apontaram o WhatsApp como uma das plataformas onde o abuso ocorreu.
O WhatsApp não está sozinho nesse movimento. Na semana passada, o TikTok passou a exigir aprovação dos pais para que adolescentes com menos de 16 anos alterem configurações de conta, em adaptação ao ECA Digital — legislação brasileira que vem pressionando plataformas a reforçar proteções para menores.
O setor de tecnologia enfrenta uma onda de exigências regulatórias voltadas à proteção infantil no ambiente digital. Recursos de controle parental deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos esperados pelas famílias e cobrados por governos.
Não há previsão oficial de quando o recurso estará disponível para todos os usuários. A fase de testes com grupos selecionados deve servir para ajustes antes de um eventual lançamento amplo.