Política

TSE adia para 24 de março julgamento que pode cassar mandato de Cláudio Castro

Ministro Nunes Marques pediu vista; é a segunda interrupção no processo desde novembro

O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu vista no processo que pode cassar o mandato e tornar o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, inelegível por oito anos. A votação foi suspensa e remarcada para 24 de março.

É a segunda interrupção por pedido de vista desde novembro, quando o ministro Antônio Carlos Ferreira também suspendeu o processo logo após a relatora, ministra Isabel Gallotti, votar pela cassação e pela convocação de novas eleições no estado.

Acusações e tramitação do processo

O caso tem origem na campanha eleitoral de 2022, quando Castro disputou a reeleição ao governo do Rio. Em setembro daquele ano, o Ministério Público Eleitoral e a coligação que apoiou Marcelo Freixo ingressaram com ações de investigação eleitoral, apontando abuso de poder político e econômico, irregularidades em gastos eleitorais e condutas proibidas a agentes públicos durante a campanha.

As denúncias miram principalmente o uso da Ceperj — fundação estadual de políticas públicas — e da Uerj como instrumentos de favorecimento eleitoral. MP e campanha de Freixo acusaram Castro e o vice-governador, Thiago Pampolha (MDB), de explorar as duas instituições em benefício da reeleição.

O processo também envolve Rodrigo Bacellar, deputado estadual afastado da presidência da Assembleia Legislativa fluminense. A relatora Gallotti votou pela perda de mandato e inelegibilidade de Bacellar, além de multas para Pampolha.

Absolvição no TRE e recurso ao TSE

No julgamento de primeira instância, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio absolveu Castro e Pampolha, mantendo os mandatos de ambos. MP Eleitoral e coligação de Freixo recorreram ao TSE reiterando as acusações e pedindo a condenação dos réus.

As defesas sustentam que fatos administrativos alheios ao cenário eleitoral não têm poder de interferir em eleições, que as provas são frágeis e que a decisão do TRE-RJ foi devidamente fundamentada. Com seis ministros ainda sem votar, a Corte definirá se cassa os mandatos ou arquiva o processo.

O desfecho do julgamento pesa diretamente sobre os planos políticos do governador: Castro anunciou pré-candidatura ao Senado pelo PL em fevereiro e planejava deixar o cargo em abril. Uma eventual cassação o tornaria inelegível por oito anos, inviabilizando qualquer projeto eleitoral imediato. Os detalhes do caso estão em TSE retoma julgamento e pode cassar mandato de Cláudio Castro.

Uma mudança recente na Lei das Inelegibilidades pode, no entanto, abrir uma brecha. Se o julgamento não for concluído antes de agosto — prazo para o registro de candidaturas —, a inelegibilidade eventualmente declarada valerá apenas para disputas futuras, preservando a candidatura ao Senado. O cenário foi analisado em TSE julga governadores do RJ e RR por abuso de poder e ameaça planos no Senado.

Com a nova data fixada em 24 de março, os seis ministros restantes precisarão apresentar seus votos. A decisão final determinará se o processo é arquivado — mantendo Castro no cargo — ou se há cassação e abertura de novas eleições para o governo fluminense.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Oposição vai ao STF para forçar instalação da CPMI do Master

Petróleo dispara 6% e bolsas tombam com guerra no Oriente Médio sem solução

Quatro navios são atacados no Estreito de Ormuz e preço do petróleo dispara

China barra OpenClaw em estatais por risco de vazamento de dados