Política

Toffoli volta ao caso Master como relator de pedido por CPI na Câmara

Sorteio por distribuição livre ocorre menos de um mês após ministro deixar relatoria por conflito de interesses

O ministro Dias Toffoli voltou a integrar formalmente o caso Master no STF. Por distribuição livre, foi sorteado relator de um pedido que pede à Corte que obrigue a Câmara dos Deputados a instalar uma CPI para investigar as fraudes do Banco Master.

O retorno ocorre menos de um mês após o ministro deixar a relatoria original por conflito de interesses: Toffoli é sócio de uma empresa que vendeu parte do resort Tayayá, no Paraná, a fundos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro.

O pedido foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que acusa o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de adiar sem justificativa a instalação da comissão de inquérito. Para Rollemberg, os fatos envolvendo o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília) são graves e precisam ser esclarecidos.

Não há prazo para que Toffoli se manifeste sobre o pedido. O STF não reconheceu suspeição ou impedimento formal quando o ministro deixou a relatoria anterior — o que significa que cabe ao próprio Toffoli avaliar se está apto para relatar questões ligadas ao banco.

O retorno de Toffoli ao universo Master ocorre dias após o ministro emitir nota negando ter tido acesso aos dados extraídos do celular de Vorcaro durante sua gestão da relatoria — o mesmo material que embasou a prisão do banqueiro e precipitou seu afastamento do caso.

Um relatório da Polícia Federal enviado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, havia mencionado Toffoli com base em dados do celular de Vorcaro, levantando dúvidas sobre sua suspeição. A Corte afastou o impedimento formal, mas a sombra do conflito permanece sobre o ministro.

Na sexta-feira (13), a Segunda Turma do STF começa a julgar se mantém ou não as determinações do ministro André Mendonça, atual relator do caso Master. Mendonça autorizou a terceira fase da Operação Compliance Zero, que mandou Daniel Vorcaro de volta à prisão preventiva na semana passada.

Toffoli tem sinalizado a interlocutores que pode participar da análise dessas medidas no plenário virtual — o que colocaria o ministro no centro das decisões sobre um caso do qual foi formalmente afastado por conflito de interesses.

A questão do impedimento de Toffoli na Segunda Turma já havia sido colocada em cena antes: a defesa de Vorcaro estudou justamente transferir o caso ao colegiado para forçar o STF a se posicionar sobre o envolvimento do ministro.

A iniciativa na Câmara não é isolada: no Senado, uma CPI com escopo ainda mais amplo chegou com 35 assinaturas pedindo a investigação dos vínculos dos ministros Toffoli e Alexandre de Moraes com o banqueiro Vorcaro.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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