Política

Pela 1ª vez, mais eleitores temem Lula no poder do que a volta dos Bolsonaro

Quaest aponta virada: 43% rejeitam continuidade do presidente, contra 42% que temem o retorno bolsonarista

Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) marcou uma virada no cenário eleitoral: pela primeira vez, o medo de Lula permanecer no poder supera o temor pelo retorno da família Bolsonaro.

O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, aponta que 43% dos eleitores temem mais a continuidade do atual presidente — contra 42% que dizem temer mais a volta dos Bolsonaro ao poder.

Outros 7% declararam ter medo dos dois cenários. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 6 e 9 de março.

A inversão é inédita na série histórica do levantamento. Em fevereiro, o cenário era o oposto: 44% temiam mais a volta da família Bolsonaro, enquanto 41% tinham mais medo de Lula continuar no poder. A diferença de três pontos, que antes favorecia o campo bolsonarista como o mais temido, agora se reverteu.

A virada no índice de medo ocorre no mesmo momento em que a desaprovação de Lula chegou a 51% — o maior intervalo entre aprovação e reprovação desde o início do terceiro mandato, segundo a mesma pesquisa. Entenda como o índice de desaprovação de Lula chegou a 51%.

A simetria no medo reflete uma percepção igualmente dividida sobre o perfil dos dois líderes: 46% dos eleitores consideram Lula um radical, enquanto 45% fazem o mesmo julgamento sobre Flávio Bolsonaro — dado que aprofunda a tese de uma polarização quase perfeitamente espelhada entre os dois campos. Veja o que a Quaest aponta sobre a percepção de radicalismo dos candidatos.

Metodologia

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

No mesmo levantamento que mede o medo do eleitorado, a Quaest registrou pela primeira vez empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno — ambos com 41% das intenções de voto. O resultado sinaliza que o principal pré-candidato da oposição já alcançou paridade numérica na corrida presidencial. Leia mais sobre o empate entre Lula e Flávio no segundo turno.

O conjunto dos dados aponta para um eleitorado dividido não apenas em preferências, mas em medos. A inversão registrada — ainda que dentro da margem de erro — indica que o desgaste acumulado do governo Lula já rivaliza, na percepção do eleitor, com o temor que o bolsonarismo representou desde as eleições de 2022.

Com o pleito presidencial de 2026 se aproximando, o resultado reforça um padrão que já se desenhava: a disputa deverá ser marcada pela rejeição mútua entre os dois campos — e ambos acumulam passivos eleitorais suficientes para tornar o resultado imprevisível.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Dino suspende condução coercitiva de Leila Pereira na CPMI do INSS

Imagens de militares americanos capturados pelo Irã são falsas e geradas por IA

Câmara lembra Marielle com sessão solene e destaca condenação histórica dos mandantes

Ferido nos bombardeios, Mojtaba Khamenei some após assumir liderança do Irã