Política

Irã instala minas navais no Estreito de Ormuz e ameaça petróleo global

Trump exige remoção imediata sob ameaça militar; preço do barril pode chegar a US$ 200

O Irã instalou cerca de uma dúzia de minas navais no Estreito de Ormuz, confirmaram duas fontes à Reuters nesta quarta-feira (11). A ação coloca em risco a reabertura de um dos corredores marítimos mais estratégicos do planeta.

O estreito, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do GNL transportados no mundo, já está com exportações praticamente paralisadas desde que a guerra iniciada pelos EUA e Israel, há 12 dias, interrompeu o tráfego ao longo da costa iraniana.

Minas instaladas nos últimos dias

Segundo uma das fontes ouvidas pela Reuters, as minas foram colocadas nos últimos dias, e a maioria dos locais já era conhecida. A fonte não informou, no entanto, como os Estados Unidos pretendem lidar com os artefatos.

O Irã vinha ameaçando retaliar ataques militares com a mineração do estreito. A colocação foi noticiada pela primeira vez pela CNN Internacional na terça-feira (10). Além das minas, Teerã havia ameaçado atacar diretamente navios que tentassem cruzar a rota.

O presidente Donald Trump exigiu, na terça-feira, que o Irã remova imediatamente qualquer mina instalada na região. Ele afirmou que o país enfrentará consequências militares não especificadas caso não atenda à demanda.

As Forças Armadas dos EUA informaram que estão atacando embarcações iranianas utilizadas para instalar os artefatos. Na terça-feira, 16 dessas embarcações foram destruídas. Mesmo assim, a Marinha americana ainda não ofereceu escolta a navios comerciais que cruzam o estreito.

Petróleo pode chegar a US$ 200 o barril

O comando militar do Irã afirmou nesta quarta-feira que o mundo deve se preparar para o petróleo atingir US$ 200 por barril. O conflito já ajudou a impulsionar a alta dos preços globais de energia desde o início da guerra, há 12 dias.

Mais cedo, pelo menos três navios foram alvos de ataques no Estreito de Ormuz. O Irã reivindicou a autoria dos bombardeios contra duas das embarcações. Ao menos três tripulantes estão desaparecidos.

Com o bloqueio do estreito, cerca de 20 mil tripulantes ficam retidos em navios no Golfo Pérsico, aguardando a reabertura da rota por onde passa 20% do petróleo mundial.

Dias antes da confirmação das minas, os EUA já afirmavam ter destruído 17 embarcações iranianas e declarado domínio total sobre o Golfo Arábico — escalada que antecipou o atual impasse no estreito.

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