Política

EUA devem ser responsabilizados por ataque que matou 175 em escola no Irã

Investigação aponta uso de dados de inteligência desatualizados; quem falhou na verificação ainda é questão sem resposta

Uma investigação interna do Exército americano deve concluir que os Estados Unidos são responsáveis pelo ataque que matou cerca de 175 pessoas — a maioria crianças — em uma escola primária no Irã, segundo o New York Times.

A apuração aponta que oficiais criaram as coordenadas do alvo com dados de inteligência desatualizados, sem revisão ou verificação antes do disparo do míssil.

Falha na verificação das coordenadas

As conclusões são ainda preliminares. A investigação não explicou por que as coordenadas não foram revisadas antes do ataque, nem quem foi o responsável pela falha no processo de verificação — questões que a apuração ainda busca responder.

O NYT reuniu um conjunto de evidências — imagens de satélite, relatos de testemunhas e vídeos verificados — que indicam que o prédio da escola foi atingido em um ataque de precisão. A agência iraniana Mehr divulgou imagens verificadas pelo New York Times que mostram um míssil Tomahawk americano atingindo a base naval da Guarda Revolucionária ao lado do colégio — evidência visual que reforça as conclusões da apuração interna.

Segundo o Times, o vídeo mostra o míssil atingindo o que seria uma clínica médica dentro da instalação militar. Em seguida, colunas de poeira e fumaça se elevam na região da escola — sugerindo que o colégio foi atingido pouco antes da base naval. Imagens de satélite indicam que outros pontos da instalação também foram impactados.

Investigação em aberto e contexto do conflito

Dias antes, a Reuters já havia revelado que investigadores militares americanos avaliavam ser provável a responsabilidade dos EUA — e o secretário de Defesa Pete Hegseth confirmou publicamente que o Pentágono investigava o caso.

O ataque responde pela maior parte das 192 mortes infantis documentadas pela Unicef desde o início do conflito — tornando-o o mais letal envolvendo crianças em décadas de operações americanas na região.

A investigação ainda precisa esclarecer quem, dentro da cadeia de comando, era responsável por verificar as coordenadas antes do lançamento do míssil. As conclusões permanecem preliminares e novos desdobramentos são esperados.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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