Política

Vídeo confirma míssil Tomahawk dos EUA próximo a escola no Irã onde 175 morreram

NYT verifica imagens que reforçam hipótese de míssil americano na escola de Minab

Um vídeo da agência iraniana Mehr, verificado pelo New York Times, mostra um míssil de cruzeiro Tomahawk dos Estados Unidos atingindo uma base naval da Guarda Revolucionária em Minab, no Irã — ao lado de uma escola primária onde 175 pessoas morreram, a maioria crianças.

O ataque aconteceu em 28 de fevereiro, primeiro dia da guerra. As imagens reforçam a hipótese de que o prédio escolar também foi atingido por um míssil americano.

O New York Times afirma ter reunido imagens de satélite, relatos de testemunhas e outros vídeos verificados que indicam um ataque de precisão contra o prédio da escola. O caso ocorreu em Minab, no sudeste do Irã, no mesmo dia em que as operações militares americanas tiveram início.

O presidente Donald Trump declarou, no sábado (7), que o Irã teria atingido a escola por ser “muito impreciso com suas munições”. O Pentágono disse que investiga o caso, mas afirmou que os iranianos são os únicos que miram civis deliberadamente.

Um dia antes, a agência Reuters revelou que uma investigação preliminar conduzida pelos próprios militares dos EUA já apontava as forças americanas como as prováveis responsáveis pelo ataque que destruiu o prédio escolar.

Dois dias antes da divulgação do vídeo, o secretário de Defesa Pete Hegseth já havia admitido publicamente que o Pentágono investigava o episódio — sem apontar responsáveis.

A TV estatal iraniana exibiu imagens do funeral das meninas que estudavam na escola. Os caixões, cobertos com bandeiras do Irã, foram transportados em caminhão até o cemitério em meio a uma grande multidão.

A ONU pediu investigação independente sobre o caso. Sob o direito internacional humanitário, atacar deliberadamente uma escola ou estrutura civil pode configurar crime de guerra.

O ataque em Minab é o mais letal de um conflito que, segundo a Unicef, já matou ao menos 192 crianças desde o início das operações no Oriente Médio.

Se a responsabilidade americana for confirmada, o episódio poderá figurar entre os com maior número de vítimas civis em décadas de conflitos dos EUA na região.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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