Política

Câmara libera spray de pimenta para mulheres a partir dos 16 anos

Proposta vai ao Senado com regras de uso, limite de 50 ml e exigência de antecedentes criminais

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (11), um projeto de lei que autoriza mulheres com 16 anos ou mais a comprar e portar spray de pimenta como instrumento de defesa pessoal.

A proposta, de autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), segue agora para análise do Senado Federal.

A medida regulamenta o uso de aerossóis de extratos vegetais exclusivamente para situações de agressão “injusta, atual ou iminente”, com emprego “proporcional e moderado”.

Regras para compra e porte

Para adquirir o produto, a mulher deverá apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência fixa e Certidão de Antecedentes Criminais — que deve atestar ausência de condenação por crime doloso cometido com violência ou grave ameaça.

Adolescentes entre 16 e 17 anos poderão comprar o spray, mas necessitarão de autorização de um responsável legal.

O uso do aerossol deverá ser encerrado imediatamente após a neutralização da ameaça. Fora das hipóteses legais de defesa pessoal, as punições vão de advertência formal a multa de 1 a 10 salários mínimos.

Especificações e fiscalização

Os recipientes ficam limitados a 50 ml. Embalagens maiores serão restritas às Forças Armadas e às forças de segurança pública. A concentração máxima dos componentes ativos será definida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em caso de roubo ou furto do produto, a portadora terá até 72 horas para registrar Boletim de Ocorrência.

A aprovação integra uma agenda legislativa mais ampla de proteção às mulheres. Na mesma semana, a Câmara também tornou obrigatória a tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres em situação de risco, revelando uma ofensiva parlamentar consistente no enfrentamento à violência de gênero.

O texto deixa claro que o spray só pode ser empregado para repelir agressão atual ou iminente, com uso proporcional. Qualquer utilização fora dessa moldura legal sujeita a portadora a sanções administrativas.

A proposta ainda aguarda votação no Senado para se tornar lei. O projeto foi apresentado pela deputada Gorete Pereira (MDB-CE), que associou a medida à necessidade de ampliar as ferramentas de autodefesa disponíveis para as mulheres brasileiras.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Trump abre investigações para viabilizar novas tarifas contra 16 países

STF julga prisão de Vorcaro sem Toffoli, que se declarou suspeito no caso Master

Toffoli se declara suspeito e libera Segunda Turma para julgar prisão de Vorcaro

TCU mantém Jhonatan de Jesus na relatoria do caso Banco Master