Saúde

Anvisa aprova remédio que pode adiar o diabetes tipo 1 em crianças

Tzield® age no sistema imunológico e posterga a necessidade de insulina antes do estágio avançado da doença

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Tzield® (teplizumabe), medicamento indicado para pacientes a partir de 8 anos com sinais iniciais do diabetes tipo 1 que ainda não desenvolveram a forma completa da doença.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (9), representa o primeiro tratamento aprovado no Brasil capaz de retardar a progressão da condição autoimune antes do estágio que exige insulina diária.

Como o teplizumabe age no organismo

O Tzield® atua modulando a resposta do sistema imunológico, que no diabetes tipo 1 ataca as células beta do pâncreas — responsáveis pela produção de insulina. Ao interferir nesse processo, o medicamento busca retardar a destruição dessas células e, com isso, postergar o momento em que o paciente precisa iniciar o tratamento completo com insulina.

Essa etapa é chamada de estágio 3 da doença. Antes dela, o paciente está no chamado pré-diabetes tipo 1, quando o sistema imunológico já iniciou o ataque, mas a produção de insulina ainda não foi completamente comprometida.

Especialistas destacam que adiar esse estágio traz benefícios especialmente para crianças e adolescentes com alto risco, já que o controle rigoroso da glicemia exigido no estágio avançado impacta diretamente a rotina e a qualidade de vida dos pacientes. Níveis elevados de açúcar por longos períodos podem levar a complicações cardíacas, renais e oculares.

Próximos passos até o mercado

Embora aprovado pela Anvisa, o Tzield® ainda não está disponível nas farmácias. Após o registro sanitário, o medicamento segue para a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), onde terá o preço definido antes de chegar ao mercado brasileiro — etapa obrigatória para todos os produtos de uso humano no país.

O que é o diabetes tipo 1

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune crônica que atinge principalmente crianças e jovens, embora o diagnóstico também possa ocorrer na fase adulta. O sistema imunológico destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina — hormônio essencial para regular a glicose no sangue.

Diferente do tipo 2, a condição exige monitoramento constante da glicemia e aplicações diárias de insulina, o que interfere diretamente na rotina dos pacientes. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), mais de 13 milhões de brasileiros convivem com a doença, sendo que entre 5% e 10% dos casos correspondem ao tipo 1.

Entre os principais sintomas estão sede excessiva, vontade frequente de urinar, perda de peso sem causa aparente e cansaço persistente. Complicações graves podem surgir quando o controle da glicemia é insuficiente por longos períodos.

Na mesma rodada de aprovações publicada no Diário Oficial de segunda-feira (9), a Anvisa também registrou o Qfitlia, medicamento para hemofilia A e B capaz de reduzir em mais de 80% a frequência das crises hemorrágicas.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Feminicídios batem recorde no Brasil com 1.470 mortes em 2025

Anvisa aprova remédio que pode adiar o diabetes tipo 1 em crianças

TSE retoma julgamento e pode cassar mandato de Cláudio Castro

Senado aprova criação de 17,8 mil cargos públicos com custo de R$ 5,3 bilhões