Política

Mojtaba Khamenei assume liderança do Irã escolhido por ser ‘odiado pelo inimigo’

Trump rejeitou a indicação antes do anúncio e chamou o filho de Khamenei de 'peso morto'

A Assembleia de Especialistas do Irã escolheu Mojtaba Khamenei como o novo líder supremo da República Islâmica. O clérigo, filho de Ali Khamenei, foi confirmado em anúncio oficial neste domingo (8).

Um membro da assembleia justificou a escolha com orientação deixada pelo antecessor: o próximo líder deveria ser alguém “odiado pelo inimigo” — critério que, segundo o representante, Mojtaba preenche.

Mojtaba herda o cargo após a morte do pai em ataques dos Estados Unidos e de Israel no primeiro dia da guerra, substituindo quem ocupava o posto desde 1989.

Clérigo de linha dura com laços na Guarda Revolucionária

Apesar do título de aiatolá, Mojtaba é considerado um clérigo de nível intermediário dentro da hierarquia religiosa xiita. Sua influência vai além dos seminários onde leciona: ele construiu posição de poder no gabinete do pai, participando da coordenação de operações militares e de inteligência.

Seus laços estreitos com a elite da Guarda Revolucionária do Irã — a força político-militar mais poderosa do país — são vistos como um dos pilares do seu apoio interno. Há anos seu nome circulava como candidato natural à sucessão.

Discreto e raramente visto em público, Mojtaba perdeu nos bombardeios do dia 28 não só o pai, mas também a mãe, a mulher e um filho pequeno, segundo a imprensa iraniana. Antes do anúncio oficial, ele havia sido confirmado vivo após os ataques — momento em que passou a ser visto como candidato natural e controverso à sucessão.

Continuidade em meio à contradição histórica

Especialistas consultados pelo New York Times avaliam que sua escolha representa um sinal de continuidade do sistema político iraniano, diante da forte pressão externa e da escalada militar na região.

A ascensão, porém, carrega uma contradição estrutural: a Revolução Islâmica de 1979 derrubou uma monarquia para evitar exatamente a transmissão hereditária de poder. A passagem do cargo de pai para filho não é bem vista dentro da tradição xiita do islã.

A escolha foi recebida com hostilidade em Washington antes mesmo de ser confirmada. O presidente Donald Trump classificou a indicação como “inaceitável” e afirmou que o filho de Khamenei é “um peso morto”.

“Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Eles estão perdendo tempo”, declarou o republicano. Trump afirmou ainda que o próximo líder supremo “não vai durar muito” se Teerã não obtiver sua aprovação.

Dois dias antes da escolha, Trump havia escalado o tom ao declarar à NBC que um líder que mantivesse as políticas de Khamenei forçaria os EUA a voltar à guerra em cinco anos — e que pretendia se envolver pessoalmente na decisão.

Sombra dos protestos de 2009

Críticos associam Mojtaba à repressão ao Movimento Verde de 2009, quando manifestações contestaram a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Forças ligadas ao regime, incluindo milícias paramilitares, atuaram para conter os protestos — e seu nome aparece entre os que teriam coordenado parte dessas ações de forma indireta.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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