Política

EUA exigem rendição do Irã após uma semana de guerra sem fim à vista

Trump descarta acordos e promete intensificar bombardeios; Irã aposta em desgaste e ameaça fechar o Estreito de Ormuz

Uma semana após o início da guerra no Oriente Médio, Trump exigiu a rendição incondicional do Irã nesta sexta-feira (7) e descartou qualquer acordo de paz. A ofensiva americana e israelense já matou o líder supremo Ali Khamenei e destruiu parte da cúpula do regime.

Teerã resiste com ataques a bases militares americanas na região e ameaça fechar o Estreito de Ormuz — rota vital para o petróleo do Golfo Pérsico. A estratégia iraniana é prolongar o conflito e elevar os custos para os adversários.

Nova fase da ofensiva

EUA e Israel anunciaram aumento do poder de fogo e ataques à infraestrutura do regime iraniano. Na quarta-feira (4), o Pentágono declarou estar “vencendo a guerra”. As forças americanas afundaram um navio de guerra iraniano nas águas do Sri Lanka; em resposta, Teerã prometeu que os EUA “vão se arrepender amargamente” da ação.

Trump estimou que o conflito durará de quatro a cinco semanas — mas transmite mensagens contraditórias sobre os objetivos da ofensiva. O modelo lembra o cerco à Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro: bloqueio militar, pressão e isolamento do regime. A diferença é que o Irã resiste e a guerra já se espalhou para outros países. A exigência de rendição segue a mesma lógica que Trump usou na Venezuela — o mesmo cerco militar que capturou Maduro foi deslocado para o Oriente Médio.

Irã sem líder, mas sem recuar

Khamenei foi morto na primeira onda de bombardeios do sábado (28). Outros importantes membros da cúpula iraniana também foram atingidos. O país agora se mobiliza para eleger um novo líder supremo. Trump afirmou que “precisa se envolver” na escolha e considerou inaceitável o nome de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá morto.

A estratégia de guerra de atrito — descrita pela professora Nicole Grajewski, do Sciences Po — busca drenar recursos americanos e israelenses até enfraquecer sua capacidade de combate. A Guarda Revolucionária declarou controle sobre o Estreito de Ormuz e ameaçou fechá-lo enquanto os bombardeios continuarem. A resistência iraniana não é improvisada: Teerã planejou um conflito de atrito com drones baratos, mísseis balísticos e a ameaça permanente sobre Ormuz.

Líbano volta ao centro do conflito

Israel também ampliou sua ofensiva para o Líbano. No domingo (1º), o Hezbollah disparou mísseis contra o norte de Israel em retaliação aos ataques ao Irã — quebrando a trégua vigente. Desde então, Israel retomou operações militares na fronteira libanesa. Mais de 200 pessoas morreram no Líbano nas novas incursões. A França anunciou o envio de veículos blindados para Beirute diante da deterioração da situação.

O premiê israelense Benjamin Netanyahu — que também enfrenta eleições neste ano — vê no conflito com o Irã uma oportunidade de demonstrar força política interna. No Irã, o processo de sucessão de Khamenei corre em paralelo à guerra, sem sinais de que Teerã pretenda ceder à pressão americana pela escolha do próximo líder supremo.

Nos EUA, o fator eleitoral também pesa: as eleições de meio de mandato acontecem em novembro e vão definir o controle do Congresso pelos republicanos. Os custos domésticos da ofensiva já dividem a base trumpista. A postura de não negociar não é nova. Desde terça-feira (3), quando Trump descartou qualquer negociação com Teerã, a guerra avança sem acordo à vista.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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