Política

Trump quer interferir na sucessão do Irã e repete estratégia da Venezuela

Conflito já soma 1.230 mortos; Teerã afunda petroleiro americano e reivindica controle do Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que precisa se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder supremo do Irã — repetindo a lógica de intervenção direta que usou para capturar Nicolás Maduro na Venezuela em janeiro de 2026.

O conflito teve início com bombardeios americanos e israelenses em Teerã que mataram o aiatolá Ali Khamenei em 28 de fevereiro. Segundo a mídia estatal iraniana, o número de mortos já chegou a 1.230.

Em retaliação, o Irã afirmou ter afundado um petroleiro com bandeira americana no norte do Golfo Pérsico e reivindica controle total do Estreito de Ormuz.

O modelo Venezuela aplicado ao Irã

Trump comparou abertamente a situação iraniana ao que fez na Venezuela: no início de 2026, os EUA montaram um cerco militar ao país com o USS Gerald Ford — o maior navio de guerra do mundo — para capturar Maduro, preso nos Estados Unidos. O mesmo navio foi enviado ao Oriente Médio após a operação.

Em entrevista ao Axios, Trump declarou considerar inaceitável a possível sucessão de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá morto. Em cerimônia em homenagem ao Inter Miami, foi além: afirmou que os EUA querem acabar com o Irã primeiro, antes de lidar com Cuba. “Questão de tempo”, disse o presidente.

Disputa pelo Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter controle total do Estreito de Ormuz, ponto estratégico por onde passa cerca de um quinto de todo o consumo mundial de petróleo. Ao menos três incidentes navais foram registrados na região desde o início do conflito.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, advertiu que os EUA vão se arrepender amargamente pela derrubada de um navio de guerra iraniano. O governo americano não se pronunciou sobre o petroleiro afundado, tampouco divulgou o nome da embarcação.

Frentes abertas: Líbano, Ucrânia e Azerbaijão

Ataques de Israel ao Líbano já deixaram mais de 100 mortos e 638 feridos desde segunda-feira. Alertas de evacuação no sul de Beirute provocaram fuga em massa. O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o grupo vai continuar lutando independentemente dos sacrifícios.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky revelou ter recebido dos EUA um pedido de apoio para lidar com drones iranianos no Oriente Médio. Trump disse que aceita ajuda de qualquer país na ofensiva contra o Irã — e voltou a pressionar Kiev a negociar um acordo de paz com a Rússia.

No Azerbaijão, um drone atingiu um aeroporto e uma escola. O país convocou o embaixador iraniano para prestar esclarecimentos, mas Teerã negou responsabilidade pelo ataque.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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