Política

Defesa de Vorcaro aciona STF para apurar vazamentos do Caso Master

Advogados citam 50 reportagens com dados sigilosos e miram responsáveis pela custódia, não jornalistas

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro protocolou pedido no Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (6) para que a corte determine investigação sobre supostos vazamentos de informações do Caso Master.

Os advogados apresentaram links de cerca de 50 reportagens publicadas com base em dados supostamente vazados — e deixaram claro que o alvo são os responsáveis pela custódia do material sigiloso, não os jornalistas.

Segundo os advogados, a intenção é identificar a origem dos vazamentos, mirando “aqueles que teriam o dever de custodiar o material sigiloso e violaram seu dever funcional” — expressão que aponta para possíveis agentes públicos ou servidores com acesso às investigações, não para a imprensa.

O requerimento foi protocolado na tarde desta sexta-feira e ainda não havia sido analisado pelo STF até o fim do dia. A apresentação de dezenas de reportagens como evidência indica uma contestação ampla da forma como informações do caso vêm sendo divulgadas publicamente.

Na semana anterior, a defesa já havia pedido ao STF acesso às próprias mensagens apreendidas do celular de Vorcaro — o mesmo material sigiloso que os advogados agora alegam ter sido vazado para a imprensa em cerca de 50 reportagens. Leia mais sobre o pedido de acesso às provas da prisão preventiva.

No mesmo dia em que o pedido foi protocolado, Vorcaro foi transferido de um presídio estadual no interior de São Paulo para uma penitenciária de segurança máxima federal em Brasília, por ordem do ministro do STF André Mendonça.

A transferência, autorizada com caráter de urgência sob alegação de necessidade de proteger a integridade física do detento, ocorreu simultaneamente ao protocolo do pedido de investigação dos vazamentos no STF. Veja os detalhes da transferência de Vorcaro para o presídio federal em Brasília.

A coincidência das ações — mudança para presídio federal de segurança máxima e acionamento do Supremo para investigar a origem dos vazamentos — sinaliza uma nova fase na estratégia jurídica da defesa no Caso Master.

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