O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou nesta sexta-feira (6) que deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no início de abril — provavelmente no dia 2 —, prazo previsto pela legislação eleitoral para a desincompatibilização.
Em agenda oficial no Espírito Santo, ele também listou três ministros como possíveis candidatos ao governo de São Paulo: Fernando Haddad, Márcio França e Simone Tebet.
A declaração foi feita durante visita ao Espírito Santo ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A agenda incluiu entregas do Novo PAC da Saúde: serviços de radioterapia nos municípios de Colatina e Linhares, ambulâncias do Samu 192 e unidades odontológicas móveis, dentro do programa Agora Tem Mais Especialistas.
Os nomes para o governo paulista
Alckmin citou Fernando Haddad (Fazenda), Márcio França (Empreendedorismo) e Simone Tebet (Planejamento) como opções para a disputa estadual. O vice não sinalizou preferência entre os nomes e indicou que o debate sobre candidaturas ocorrerá “mais à frente”.
Sobre a desincompatibilização, o vice-presidente foi preciso: “Eu vou deixar o Ministério da Indústria e Comércio no prazo que a lei estabelece, que provavelmente será no dia 2 de abril”, afirmou. Para o cargo de vice-presidente, explicou, a legislação não exige saída do posto.
Questionado sobre sua permanência como vice na chapa de Lula em 2026, Alckmin foi cauteloso: “Essa é uma definição mais à frente. Estou muito honrado e muito feliz de participar com o presidente Lula ajudando o Brasil.”
A movimentação de Alckmin ocorre em meio a intensa articulação no campo governista. Dias antes, Lula teria chamado Haddad para um jantar no Palácio da Alvorada e, segundo interlocutores, conseguiu convencê-lo a avaliar a candidatura ao governo paulista — impulsionado por pesquisas que apontam um afunilamento na disputa presidencial de 2026.
A eventual saída de nomes como Haddad ou Tebet para disputas estaduais representaria uma reconfiguração relevante no Executivo federal às vésperas da campanha eleitoral, com reflexos diretos na equipe econômica e no Planejamento.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e conquistar o governo estadual é visto como estratégico para ampliar o palanque do PT e aliados nas eleições gerais. O prazo de 2 de abril marca o início prático da corrida para os ministros com pretensões políticas.