Imagens de satélite captadas nos últimos dias revelam a dimensão dos estragos causados pelos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos em Teerã. Os ataques, iniciados no último sábado (28), destruíram estruturas centrais do regime iraniano — de instalações militares a prédios governamentais e um hospital.
No total, 787 pessoas morreram no Irã, segundo o Crescente Vermelho. Ao menos seis soldados norte-americanos também perderam a vida no conflito em curso no Oriente Médio.
Alvos dos bombardeios em Teerã
As ofensivas atingiram pontos nevrálgicos do Estado iraniano. Entre os locais destruídos estão o complexo presidencial e a residência do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo morto nos primeiros ataques. Também foram afetados o complexo judiciário, prédios do Ministério da Inteligência, o Hospital Ghandi e o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica.
O Tribunal Revolucionário Islâmico e a Universidade Nacional de Defesa completam a lista de estruturas atingidas, conforme os registros comparativos das imagens de satélite. A seleção dos alvos aponta para uma estratégia articulada em três frentes: poder político, aparato de segurança e sistema judicial do regime iraniano.
Extensão dos danos
As fotos obtidas antes e depois dos bombardeios evidenciam destruição expressiva em edifícios administrativos e instalações militares. Os governos de Israel e dos EUA teriam priorizado infraestruturas consideradas estratégicas para a sustentação do regime — todas concentradas na capital iraniana.
O conflito que deixou Teerã em ruínas começou no sábado (28) com a morte do próprio Khamenei nos bombardeios — desde então, o Irã prometeu “sérias consequências” e a Força Quds afirmou que os responsáveis não estariam seguros “nem mesmo em casa”.
No quarto dia da ofensiva, Trump declarou ter destruído “praticamente tudo” no Irã e anunciou nova onda de ataques “em breve”, enquanto a campanha de bombardeios alcançou até a sede do conselho responsável por escolher o próximo líder supremo iraniano.
Desde o início das operações, o Irã tem retaliado contra Israel e países do Oriente Médio que sediam bases norte-americanas. O Crescente Vermelho, braço da Cruz Vermelha atuante na região, monitora o saldo de vítimas — que já ultrapassa 780 mortos em solo iraniano, além das baixas registradas entre militares estrangeiros.