Seis dias após o início do conflito, os Estados Unidos afundaram o navio de guerra iraniano IRIS Dena próximo ao Sri Lanka, matando 87 pessoas e ferindo outras 32. O secretário de Guerra Pete Hegseth assumiu a autoria do ataque e prometeu novas ondas de bombardeios até a vitória definitiva.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel. Um clérigo sênior convocou fiéis, em cadeia nacional, a “derramar o sangue” de Donald Trump. Mais de mil iranianos morreram desde o início do conflito, segundo a mídia estatal do país.
Submarino afunda um dos navios de guerra mais modernos do Irã
O IRIS Dena, equipado com artilharia pesada, mísseis antinavio e torpedos, foi destruído por um submarino norte-americano enquanto patrulhava águas profundas ao largo do Sri Lanka. O episódio é considerado histórico: uma das poucas vezes em que um submarino afundou um navio de guerra desde a Segunda Guerra Mundial.
Ao todo, 17 embarcações iranianas foram destruídas desde o início do conflito, segundo o almirante Brad Cooper, que lidera o Comando Central das Forças Armadas dos EUA. Em retaliação, a Guarda Revolucionária iraniana alvejou mais de 10 navios e petroleiros aliados dos EUA no mesmo período.
Pentágono promete domínio “completo e incontestado” sobre os céus iranianos
Em coletiva de imprensa, Pete Hegseth afirmou que os EUA estão “vencendo a guerra” e que as forças americanas detêm controle absoluto sobre o conflito. O Pentágono anunciou o envio de mais jatos de guerra à região e prometeu supremacia aérea total sobre o Irã nas próximas ofensivas. O Irã respondeu com nova rodada de mísseis e drones contra Israel.
Crise diplomática: Espanha nega acordo militar com Washington
A Casa Branca anunciou cooperação militar com a Espanha, mas o governo de Madri negou “de forma categórica” qualquer entendimento. O primeiro-ministro Pedro Sánchez comparou as ações de Washington a uma “roleta russa” com o destino global: “É assim que começam as grandes catástrofes da humanidade”. O ministro das Relações Exteriores José Manuel Albares reforçou a recusa apenas vinte minutos após o anúncio da Casa Branca.
Na terça-feira, mísseis israelenses já haviam destruído a sede da Assembleia dos Peritos em Qom — o mesmo conselho de 88 aiatolás que agora deve escolher o próximo líder supremo do Irã.
Irã divide atenções entre a guerra e a escolha do novo aiatolá
Com a morte de Ali Khamenei, a Assembleia dos Peritos avalia quatro candidatos ao comando do país. O favorito, segundo fontes do governo dos EUA, é Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder e representante da linha-dura — apesar das críticas generalizadas à ideia de uma sucessão hereditária no regime.
Também concorrem o interino Alireza Arafi, o ultraconservador Mohammad-Mahdi Mirbagheri e o moderado Hassan Khomeini, neto do fundador da República Islâmica. Khomeini surge como alternativa de diálogo com o Ocidente — uma possibilidade rara em meio à escalada do conflito.
Otan intercepta míssil iraniano sobre a Turquia
Sistemas de defesa aérea da Otan destruíram um projétil iraniano que sobrevoou o território turco em direção ao Mediterrâneo. Os destroços caíram próximos a uma base dos EUA, mas o Pentágono minimizou o risco de uma guerra total envolvendo a aliança de mais de 30 países.
Em paralelo às operações militares, a Casa Branca já debate em público qual papel os EUA deverão exercer no Irã após o fim da guerra — e revelou que informações de inteligência sobre o paradeiro de Khamenei influenciaram o momento do ataque que deu início ao conflito.