Política

Espanha nega acordo militar com EUA após Casa Branca anunciar cooperação

Ministro Albares desmente porta-voz de Trump em minutos; Sánchez chama postura americana de 'roleta russa'

A Espanha entrou em rota de colisão diplomática com Washington nesta quarta-feira (4) após a Casa Branca anunciar que Madri havia aceitado cooperar com os militares americanos — afirmação negada minutos depois, de forma categórica, pelo ministro das Relações Exteriores espanhol.

A crise se aprofundou um dia depois de Donald Trump ameaçar cortar todas as relações comerciais com a Espanha, em retaliação à proibição do uso de bases militares espanholas nos ataques ao Irã.

Casa Branca anuncia, Madri desmente

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou em coletiva na tarde desta quarta que a Espanha havia “ouvido a mensagem de Trump de forma alta e clara” e que, “nas últimas horas”, concordara em cooperar com os militares americanos.

Vinte minutos depois, o ministro José Manuel Albares desmentiu a declaração em entrevista à rádio Cadena SER, dizendo que “não tinha a mínima ideia” do que Leavitt estava falando.

“A posição do Governo da Espanha sobre a guerra no Oriente Médio, os bombardeios no Irã e o uso das nossas bases não mudou uma vírgula sequer”, afirmou Albares. Ele reforçou que qualquer operação a partir de solo espanhol precisa estar dentro do marco da ONU e dos acordos bilaterais vigentes.

Mais cedo, o primeiro-ministro Pedro Sánchez havia comparado a postura americana a uma “roleta russa” com o destino de milhões de pessoas, afirmando que não seria cúmplice das ações dos EUA por medo de retaliação econômica.

Entre os alvos que motivaram a recusa espanhola estava o bombardeio à sede da Assembleia dos Peritos — conselho religioso responsável por eleger o sucessor de Khamenei —, que Sánchez classificou publicamente como imprudente e ilegal.

A Comissão Europeia também saiu em defesa de Madri, declarando estar “pronta” para defender os interesses da União Europeia diante das ameaças comerciais de Washington.

Ormuz fechado e petróleo acima de 85 dólares

A crise diplomática se desenvolve em meio a uma escalada militar que pressiona os mercados globais de energia. Um general da Guarda Revolucionária iraniana advertiu que, se os bombardeios continuarem, “todos os centros econômicos” do Oriente Médio serão alvo de represálias.

O general afirmou que o Irã fechou o Estreito de Ormuz e previu que o preço do petróleo, já acima de 80 dólares por barril, pode atingir 200 dólares. O barril do Brent superou 85 dólares nesta terça-feira pela primeira vez desde julho de 2024.

Sánchez também evocou os efeitos da Guerra do Iraque para justificar a posição espanhola, citando o aumento do terrorismo jihadista e a disparada nos preços de energia como exemplos das consequências imprevisíveis de conflitos dessa natureza.

A crise diplomática com Madri se aprofundou no mesmo dia em que a guerra entrava no quinto dia consecutivo, com novas explosões em Teerã e mísseis iranianos atingindo o Catar e o Kuwait — países que abrigam as próprias bases americanas que a Espanha se recusou a ceder.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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